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Estado de Minas

Nasa pousa em asteroide 'testemunha' da formação do Sistema Solar e ameaça para a Terra

Sonda Osiris-Rex, que já orbita asteroide, realizou nesta terça-feira (20/10) missão para coletar amostras com grande potencial para estudo científico na Terra


20/10/2020 21:06 - atualizado 20/10/2020 21:47

Na missão, foi realizada uma manobra chamada TAG, sigla para 'Touch-and-Go', em que a sonda rapidamente pousa e decola com poucos segundos de intervalo(foto: NASA/Goddard/UoA)
Na missão, foi realizada uma manobra chamada TAG, sigla para 'Touch-and-Go', em que a sonda rapidamente pousa e decola com poucos segundos de intervalo (foto: NASA/Goddard/UoA)
A Nasa informou na noite desta terça-feira (20/10) que dados enviados do espaço indicam que a sonda Osiris-Rex conseguiu coletar com sucesso amostras do asteroide Bennu.

 

"Dados preliminares mostram que a missão de hoje para coleta de amostras ocorreu como planejado", escreveu a agência espacial no Twitter.

 

A missão foi considerada uma operação de "engenharia complexa".

 

Conhecido desde 1999, o Bennu contém material do início do Sistema Solar e pode ter moléculas orgânicas portadoras de carbono, ingredientes essenciais para a vida na Terra, assim como minerais contendo ou formados por água. Os pesquisadores acreditam que corpos celestes como Bennu podem ter semeado a Terra com os químicos necessários para a vida.

 

Por isso, a coleta de seu material tem grande importância para a comunidade científica.


(foto: BBC)
(foto: BBC)

 

Na missão desta terça-feira, foi realizada uma manobra chamada TAG, sigla para "Touch-and-Go", em que a nave rapidamente aterrissa e decola com poucos segundos de intervalo — neste caso, o necessário para coletar através de um braço mecânico uma amostra pelo menos 60 gramas, o objetivo da missão.

 

A missão deve trazer de volta à Terra a maior amostra extraterrestre desde que astronautas da missão Apollo coletaram rochas da Lua, há 50 anos.

 

A Osiris-Rex, com tamanho comparável a uma van para 15 passageiros, está orbitando Bennu desde 2018, a 200 milhões de milhas (321 milhões de quilômetros) da Terra.


O Bennu contém material do início do Sistema Solar e pode ter também precursores moleculares da vida e dos Oceanos terrestres.(foto: NASA/Goddard/UoA)
O Bennu contém material do início do Sistema Solar e pode ter também precursores moleculares da vida e dos Oceanos terrestres. (foto: NASA/Goddard/UoA)

Já o Bennu tem a altura do prédio Empire State, em Nova York, e tem o potencial de atingir a Terra no século 22, por volta do ano 2135 — segundo a Nasa, com uma pequena chance de 1 em 2.700. Ele possivelmente carrega materiais orgânicos, carbonatos, silicatos e água absorvida que podem ser muito úteis para investigações científicas na Terra.

 

Espera-se que, pela distância, as amostras só cheguem à Terra a partir de 2023.


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