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Estado de Minas COVID-19

OMS espera vacina este ano

Entidade não especifica qual imunizante deve ter eficácia comprovada para ser distribuída até dezembro. Expectativa é de liberação de 2 bilhões de doses


07/10/2020 04:00 - atualizado 06/10/2020 23:19

''Nós precisamos de vacinas. E há a esperança de que tenhamos uma até o fim deste ano. Há esperança'' - Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS (foto: AFP/Photo)
''Nós precisamos de vacinas. E há a esperança de que tenhamos uma até o fim deste ano. Há esperança'' - Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS (foto: AFP/Photo)
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou na manhã de ontem que há esperança de que uma vacina contra a COVID-19 possa ficar pronta até o fim deste ano. A declaração foi feita ao fim da reunião de cúpula da agência, que tratou da reforma da OMS. Tedros, no entanto, não especificou qual dos imunizantes em fase de teste no mundo poderia ter sua eficácia comprovada contra a COVID-19 mais rapidamente.

Aos participantes, Tedros fez menção à importância de controlar a pandemia por meio da imunizaçao: “Nós precisamos de vacinas. E há a esperança de que tenhamos uma até o fim deste ano. Há esperança”, disse. Nove vacinas experimentais integram a iniciativa Covax, coalizão coordenada pela OMS que visa acelerar o desenvolvimento de imunizantes candidatos contra a COVID-19 e garantir sua universalização. A aliança projeta distribuir 2 bilhões de doses até o fim do próximo ano.

O governo brasileiro manifestou em julho o interesse em participar do programa de cooperação Covax Facility – coliderado pela Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi, em inglês), Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (Cepi) e OMS –, que tem como objetivo acelerar a fabricação de vacinas contra a COVID-19 e garantir o acesso igualitário do imunizante.

Enquano Adhanom fala em esperança com relação à vacina, a OMS na Europa pediu ontem aos governos que lutem contra a “fadiga” cada vez maior da população a respeito da pandemia de COVID-19 e as restrições impostas. “Com base em dados de pesquisa agregados de países da região, podemos observar, sem surpresa, que a fadiga entre os entrevistados está aumentando. Embora a fadiga seja medida de maneiras diferentes e os níveis variem por país, consideramos que atualmente supera 60% em alguns casos”, afirmou em comunicado o diretor da OMS na Europa, Hans Kluge.

Os cidadãos fizeram “imensos sacrifícios” nos últimos oito meses, quando foram constatados os primeiros casos da doença, acrescentou. “O custo foi extraordinário e deixou todos esgotados, independentemente de onde vivemos ou do que fazemos. Em tais circunstâncias é fácil e natural sentir-se apático e desmotivado”.

Para combater o “cansaço”, as autoridades têm que ouvir a população e criar em parceria as respostas para seguir lutando contra a pandemia, que registra níveis de propagação elevados na Europa. “Temos que responder a nossas necessidades de maneiras novas, inovadoras. Temos que ser criativos e corajosos para conseguir”, insistiu Kluge.

A região Europa da OMS, que inclui 53 países, entre eles a Rússia, registra mais de 6,2 milhões de casos oficiais e quase 241.000 mortes provocadas pela covid-19, de acordo com os números da organização.


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