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Estado de Minas

OIT: covid-19 teve impacto catastrófico e mais grave que o esperado para o emprego


23/09/2020 09:37

A pandemia teve um impacto "catastrófico" e muito mais grave para o emprego do que o esperado, advertiu nesta quarta-feira Guy Ryder, diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

"À medida que intensificamos os esforços para vencer o vírus, nós devemos adotar medidas em larga escala o mais rápido possível para atenuar seus efeitos nos planos econômico, social e trabalhista. Em particular, fomentar o emprego e a atividade empresarial, além de garantir a renda", destacou Ryder em uma entrevista coletiva.

A OIT se viu obrigada a revisar drasticamente as previsões de recuperação do mercado de trabalho anunciadas no fim de junho, e que hoje são consideradas muito otimistas ante o retorno da covid-19 em vários países.

A semana de 14 a 20 de setembro, por exemplo, registrou um número sem precedentes de dois milhões de novos casos, de acordo com os números da Organização Mundial da Saúde (MOS), apesar de uma redução no número de mortes provocadas pelo novo coronavírus.

As projeções atualizadas da OIT para os três últimos meses do ano preveem agora uma redução global das horas trabalhadas de 8,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Nas previsões de junho, a organização projetava uma redução de 4,9%.

A nova estimativa corresponde à perda de 245 milhões de postos de trabalho de tempo integral, contra a previsão de 140 milhões anunciada em junho.

"Está muito claro que existe um vínculo forte entre nosso rendimento em termos de saúde e nosso rendimento socioeconômico", afirmou Ryder.

A OIT destaca também que "uma das razões para os aumentos estimados das perdas em horas trabalhadas é que, nos países em desenvolvimento e emergentes, os trabalhadores foram muito mais afetados do que em crises anteriores, especialmente as pessoas que trabalham na economia informal".

Nos nove primeiros meses do ano, a OIT calcula que a renda total do trabalho tenha diminuído 10,7%, o que equivale a 3,5 trilhões de dólares na comparação com o período entre janeiro e setembro de 2019, excluindo medidas de apoio à renda estabelecidas pelos governos.


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