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Estado de Minas

Começa o Emmy virtual


20/09/2020 21:49

O Emmy Awards, que premia os melhores da televisão, começou neste domingo em formato virtual, inédito neste tipo de cerimônia.

"Bem-vindos aos pandemmyes", cumprimentou o apresentador Jimmy Kimmel, em frente a um teatro lotado, que logo depois se revelou se tratar de uma montagem de transmissões anteriores. De forma irreverente, a plateia foi substituída por imagens de papelão dos artistas.

"Não é que o que está acontecendo esta noite não seja importante. Não vai deter a covid nem apagar os incêndios, mas é divertido e precisamos nos divertir", continuou Kimmel.

"Este foi um ano miserável. Foi um ano de divisão, injustiça, doença, aulas de Zoom, desastre e morte. Fomos colocados em quarentena e trancados. O que encontramos naquele túnel escuro e solitário? Encontramos um amigo que está lá para nós 24 horas por dia, nosso velho amigo, a televisão".

Kimmel foi acompanhado por algumas estrelas, como Jennifer Aniston, que apresentou o primeiro prêmio: melhor atriz de comédia.

Antes de anunciar o vencedor, Kimmel encharcou o envelope com álcool e até queimou um pouco antes de anunciar o vencedor: Catherine O'Hara, do canadense "Schitt's Creek" sobre uma família rica forçada a morar em um motel.

"Obrigado pela oportunidade de interpretar uma mulher de 'certa idade' na minha idade", disse O'Hara ao receber o prêmio.

- "Faça um esforço" -

O Emmy será um experimento perfeito rumo à temporada de premiações de 2021 de Hollywood, que já foi adiada por alguns meses em função da covid-19. Na Califórnia, a doença deixou cerca de 15.000 mortos até agora.

Equipes de filmagem acompanharão 138 estrelas, em 114 locais diferentes em dez países: um desafio para essas cerimônias que são transmitidas ao vivo.

Kimmel cumprimentou um telão repleto de famosos.

Sem tapete vermelho, a produção disse aos indicados: "Venham como quiserem, mas façam um esforço", segundo carta publicada pela revista especializada "Variety".

- Racismo nos EUA -

Independentemente do resultado, a edição 2020 do Emmy será uma sacudida obrigatória e, para muitos, necessária, no formato das cerimônias de premiação. A cada ano, esses eventos perdem mais audiência.

Capturando o espírito de protesto deste ano, a minissérie da HBO "Watchmen" lidera a lista de indicações, com 26.

A assombrosa adaptação da história em quadrinhos aborda o racismo histórico da América, bem como a violência policial e até mesmo o uso de máscaras.

Em cerimônia pré-Emmy, que premia categorias técnicas, "Watchman" já ganhou sete estatuetas, entre fotografia, mixagem de som e figurino.

A série de Star Wars "The Mandelorian" também parte com sete Emmys nessas categorias técnicas - as primeiras para o novíssimo Disney+.

Das mais de 100 indicações para atuação neste ano, mais de um terço foi para atores negros, um novo recorde.

A noite também homenageará a carreira de Tyler Perry, o magnata negro do entretenimento que gerou maior diversidade em Hollywood e que, este ano, pagou as despesas do enterro de afro-americanos vítimas da violência policial, como George Floyd.

A expectativa é que a luta contra o racismo tenha um lugar de destaque neste Emmy, assim como o legado da juíza da Suprema Corte Ruth Bader Ginsburg, que faleceu na sexta-feira (18), aos 87 anos.

Também é provável que muitos aproveitem o evento para pedir o voto contra Donald Trump nas eleições de 3 de novembro.


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