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Estado de Minas

Grande Mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém será fechada por três semanas


16/09/2020 12:07

A Grande Mesquita de Al-Aqsa, localizada na Esplanada das Mesquitas, terceiro local mais sagrado do Islã, estará fechada por três semanas como parte das medidas contra o coronavírus - informaram nesta quarta-feira (16) as autoridades religiosas encarregadas dos locais sagrados muçulmanos na Cidade Velha de Jerusalém.

O Waqf de Jerusalém realizou uma reunião de emergência e decidiu "suspender a entrada de fiéis a partir de sexta-feira à tarde e durante um período de três semanas", disse à AFP Hatem Abdel Qader, membro deste órgão que administra a Esplanada, a qual depende da Jordânia por razões históricas.

Designada como Nobre Santuário, pelos muçulmanos, e Monte do Templo, pelos judeus, a Esplanada inclui a Grande Mesquita e o Domo da Rocha.

Já o governo israelense anunciou, pela primeira vez na história, o fechamento da grande sinagoga de Jerusalém, coincidindo com o Ano Novo judaico. Em vez disso, os fiéis poderão orar no Muro das Lamentações, que está exatamente em parte da Esplanada.

Os locais muçulmanos da Esplanada foram fechados por dois meses no início da pandemia de covid-19, pela primeira vez desde a ocupação em 1967 e da anexação por parte de Israel de Jerusalém Oriental, parte palestina da cidade sagrada.

"Esperamos que os cidadãos compreendam esta medida, destinada a preservar a saúde e o bem-estar" da população, acrescentou o funcionário del Waqf, destacando que a convocação à oração se manterá pelas três semanas.

Desse modo, a Grande Sinagoga de Jerusalém não sediará, pela primeira vez em sua história, as celebrações do Ano Novo judaico, como consequência das restrições impostas para combater a pandemia da covid-19.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou no início desta semana um confinamento nacional de pelo menos três semanas. O objetivo é conter uma segunda onda de contaminação pelo coronavírus, após o aumento nos casos de contágio em Israel e Jerusalém Oriental.

Com 166.794 casos registrados e 1.147 mortes, Israel tem sido o país com mais casos "per capita" nas últimas duas semanas, de acordo com dados compilados pela AFP com base em fontes oficiais.


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