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Estado de Minas

Entre a resignação e o desconcerto, a máscara já é obrigatória em toda Paris


28/08/2020 11:25

Resignados, os parisienses saíram às ruas nesta sexta-feira (28) de máscara, cujo uso é obrigatório a partir de hoje em toda a cidade para impedir uma segunda onda de covid-19, embora alguns "esquecidos" ou "distraídos" a usassem no queixo ou no braço.

"Já usávamos máscara nos transportes públicos, nos supermercados, nas lojas... mas nas ruas? me parece exagero!", reclama Pauline, de 34 anos, que se resignou a sair de casa com o rosto coberto para não pagar uma multa de 135 euros (cerca de 160 dólares).

A máscara já era obrigatória em algumas das avenidas mais movimentada de Paris e nos lugares públicos fechados mas, diante de um preocupante aumento dos casos, as autoridades ampliaram a medida pra todas as ruas da capital e seus subúrbios.

"A epidemia está voltando a se espalhar em todo o país. É o momento de agir!", declarou na quinta-feira o primeiro-ministro francês, Jean Castex, que tenta evitar a todo custo um novo confinamento geral da população, o que mergulharia o país em uma recessão ainda mais profunda.

Nas últimas 24 horas, a direção-geral de saúde francesa contabilizou mais de 6.000 novos casos confirmados, um recorde desde meados de maio, quando o confinamento dos 67 milhões de franceses começou a ser flexibilizado, e 22 novos focos de contágio.

- "É difícil respirar!" -

A maioria dos parisienses acataram a medida, embora nem todos usem a máscara corretamente. "É difícil respirar!", justifica um passageiro de ônibus quando um vizinho lhe pediu que cobrisse o nariz. Outros a levam pendurada na orelha ou no queixo.

Por ser o primeiro dia, a polícia se dedicará apenas a a informar, afirmou a vice-prefeita de Paris, Anne Souyris. Mas a clemência durará apenas 24 horas. Depois, os infratores terão que pegar as carteiras.

Alguns descobriram a medida, anunciada menos de 24 horas antes de sua entrada em vigor, nos jornais. "É uma violação das nossas liberdades!", protesta Jean-Jacques Quenneville, com seu jornal em mãos.

Apenas ciclistas e adeptos da corrida ao ar livre estão isentos, a pedido da prefeitura de Paris.

"Fico feliz que tenham excluído os ciclistas, não me parecia muito lógico, já que quando se anda de bicicleta as distâncias de segurança são respeitadas", estimou Vanessa, de 40 anos, que comprou uma bicicleta justamente para evitar os transportes coletivos.

No entanto, nos terraços das famosas "brasseries" parisienses, os clientes ainda não pareciam estar muito cientes sobre a medida e retiraram as máscaras antes mesmo de as bebidas serem servidas.


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