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Estado de Minas

Trump aceita indicação dos Republicanos e ataca Joe Biden, seu rival nas eleições

O presidente americano vai tentar a reeleição em novembro


27/08/2020 23:49 - atualizado 28/08/2020 00:08

'Meus companheiros americanos, esta noite, com o coração cheio de gratidão e otimismo ilimitado, aceito profundamente esta indicação para a presidência', disse Trump(foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP )
'Meus companheiros americanos, esta noite, com o coração cheio de gratidão e otimismo ilimitado, aceito profundamente esta indicação para a presidência', disse Trump (foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP )
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aceitou nesta quinta-feira (27) a indicação do Partido Republicano para concorrer a um segundo mandato, diante de uma multidão nos jardins da Casa Branca e em um momento em que o país pega fogo devido à pandemia da COVID-19 e às tensões raciais.


"Meus companheiros americanos, esta noite, com o coração cheio de gratidão e otimismo ilimitado, aceito profundamente esta indicação para a presidência dos Estados Unidos", declarou Trump.

 

Em seu discurso, Trump atacou o candidato do Partido Democrata, Joe Biden, que será seu adversário no pleito, marcado para novembro. Enquanto os democratas denunciaram o "racismo sistêmico" nas forças policiais, Trump prometeu "restaurar a LEI e a ORDEM". "Não vamos tolerar saques, incêndios criminosos, violência e ilegalidade nas ruas americanas", tuitou o presidente sem nunca mencionar Blake.

Antes do discurso... 

Centenas de manifestantes contrários ao racismo reuniram-se em frente à Casa Branca nesta quinta-feira para exigir a saída do presidente Donald Trump, no momento em que o presidente americano se preparava para aceitar oficialmente a indicação do Partido Republicano para disputar o segundo mandato.


"Temos que tirar Trump, temos que destruir o sistema completo. Precisamos de uma revolução", declarou Keherra Wedderburn, 18. "Este presidente e o vice não irão fazer nada, porque não são eles que levam tiros nas ruas", protestou a estudante negra, nascida em Houston, Texas.


Michael Legend, negro de 33 anos nascido em Washington, afirmou que "existem cada vez mais pessoas preparadas para que Trump renuncie ao poder".


À pouca distância dos manifestantes, o presidente americano se preparava para aceitar a indicação de seu partido com um discurso que será pronunciado no jardim da Casa Branca. "Não queremos ver Trump aceitar a nomeação. O objetivo é colocar água no evento", disse Miriam Oppenheimer, que veio da Filadélfia para protestar.


"Trump incentiva seus apoiadores a serem violentos e nós incentivamos quem nos apoia a ser pacífico", assinalou Miriam, 53, que exibia um cartaz com a frase "A polícia é a ferramenta do fascismo".


Não muito longe desta manifestação contra o racismo, apoiadores de Trump se reuniram na National Mall, esplanada onde ficam os museus e monumentos oficiais da capital americana.


As manifestações do movimento contra a violência policial e o racismo "Black Lives Matter" haviam diminuído nas últimas semanas, mas as feridas foram reabertas com o caso recente de Jacob Blake. 


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