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Estado de Minas

Mulheres-bomba de atentados nas Filipinas eram viúvas de combatentes islamistas


26/08/2020 07:49

O duplo atentado ocorrido na segunda-feira (24) na ilha de Jolo, no sul das Filipinas, foi cometido por duas viúvas de combatentes do grupo islâmico Abu Sayyaf - anunciou o Exército filipino nesta quarta (26).

Essas explosões deixaram pelo menos 15 mortos e 74 feridos, de acordo com um novo balanço, anunciado em um comunicado das Forças Armadas das Filipinas, que atribuíram a responsabilidade pelos ataques ao grupo Abu Sayyaf. Estes foram os ataques mais letais registrados no arquipélago em 2020.

O arquipélago de Sulu, do qual Jolo faz parte, é o tradicional reduto do Abu Sayyaf.

"O grupo Abu Sayyaf não enfraquecerá nossa determinação de acabar com sua violência", declarou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas das Filipinas, general Gilbert Gapay.

Até o momento, a autoria deste duplo atentado não foi reivindicada por grupo algum.

O chefe do Exército do arquipélago, general Cirilito Sobejana, identificou as responsáveis pelos ataques como Nanah e India Nay.

Em mensagem de texto enviada a jornalistas, o general informou que Nanah era viúva de Norman Lasuca, considerado o primeiro homem-bomba filipino. Em 2019, ele e um cúmplice atacaram um acampamento do Exército em Jolo, causando a morte de vários militares e de vários civis. As autoridades estão verificando se Nanah era cidadã indonésia.

Já Inda Nay era viúva de Talha Jumsah, também conhecido pelo nome de Abu Talha. Ele era um elo entre o Abu Sayyaf e o grupo extremista Estado Islâmico (EI). Morreu em novembro passado, durante um tiroteio com as forças de segurança em Jolo.

Considerada uma organização terrorista pelos Estados Unidos, o Abu Sayyaf se dividiu em várias facções, algumas das quais prestaram juramento ao EI.


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