Cuba inoculou nesta segunda-feira (24) seu projeto de vacina contra a COVID-19, a "Soberana 01", em um grupo de voluntários, no início de uma fase de testes que deverá dar resultados em meados de fevereiro de 2021.
"Considero que é uma honra poder estar aqui. É uma satisfação pessoal. Estou convencido que há milhares de cubanos que queriam estar aqui", declarou à emissora estatal Baltasar Pérez, de 58 anos, um dos 20 primeiros cubanos recrutados para os testes.
Leia Mais
EUA e China mantêm negociações comerciais e concordam em 'impulsionar' fase um do acordoNovos focos de incêndio avançam no centro e norte da ArgentinaAstros da NBA protestam após novo ataque de policial a homem negroCuba espera submeter a testes um total de 676 pessoas entre 19 e 80 anos.
"Já temos os 20 primeiros voluntários. O teste clínico conta com duas etapas. A primeira será do grupo de 19 a 59 anos de idade", explicou Meiby Rodríguez, diretora de Investigações Clínicas do Instituto Finlay de Vacinas.
Na segunda etapa, será aplicada uma dose a pessoas entre 60 e 80 anos, depois de rigorosa avaliação.
Na primeira etapa, espera-se que não mais que 5% dos voluntários apresentem sintomas adversos graves.
No estrangeiro, autoridades russas informaram do avanço na produção de sua vacina, a "Sputnik V". Moscou chegou a expressar o interesse de produzi-la em Cuba, embora a ilha caribenha não tenha se pronunciado oficialmente sobre a proposta.
Pesquisadores ocidentais mostraram ceticismo diante do produto russo e avançam em diversos projetos.
Na América Latina, Argentina e México anunciaram recentemente um acordo para produzir a vacina criada pelo laboratório AztraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.
Nos Estados Unidos, o laboratório Moderna tem um dos projetos mais avançados, com ensaios clínicos em humanos, assim como o grupo chinês Sinopharm.