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Estado de Minas

Fronteiras e confinamento: mundo se esforça para conter o coronavírus


14/08/2020 10:07

Diante do ressurgimento de casos do novo coronavírus em vários países, os esforços aumentam em todo o mundo para conter a pandemia, com o Reino Unido impondo quarentena às pessoas procedentes da França, a Espanha fechando boates e a Nova Zelândia estendendo o confinamento de Auckland.

Centenas de milhares de turistas terão que mudar seus planos após o anúncio do governo britânico, uma nova ilustração de um mundo que parece estar se fechando após uma aparência de liberdade encontrada no início do verão em muitos países europeus.

A máscara se tornou obrigatória mesmo ao ar livre em certas cidades europeias, enquanto as autoridades espanholas decidiram fechar boates e proibir de fumar nas ruas sem respeitar a distância de segurança.

O novo coronavírus já matou mais de 754.000 pessoas em todo o mundo e infectou mais de 20,9 milhões, com consequências econômicas dramáticas, conforme mostrado pela recessão que atingiu a Polônia pela primeira vez desde o comunismo.

Na Europa, o número de casos vem crescendo nas últimas semanas, mas - pelo menos por agora - o número de mortes não, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A instituição está preocupada com um possível relaxamento, em particular por parte dos jovens que tendem a ter infecções menos graves e, portanto, menor mortalidade, e uma flexibilização da vigilância no período de verão.

Diante de um agravamento em seu solo, o governo britânico decidiu impor novamente, a partir de sábado, 14 dias de isolamento para viajantes que chegam da França, Holanda e Malta.

Quase 160.000 britânicos atualmente na França, assim como alguns dos 300.000 franceses que vivem no Reino Unido em férias em seu país, têm algumas horas para voltar para casa antes da implementação desta medida. Caso contrário, terão de se confinar, correndo o risco de dificuldades se não puderem trabalhar à distância ou faltar ao início do ano letivo.

- "Não é inevitável" -

"É um pesadelo. Mesmo se quiséssemos, não poderíamos voltar a tempo", reagiu Claudia, uma alemã de 42 anos que mora em Londres, em férias no oeste da França com o marido e a filha.

O Reino Unido, o país com mais mortes da Europa, contabilizando 41 mil óbitos, teme a chegada de casos do exterior, na busca pela reabertura de sua economia, que sofreu um colapso sem paralelo no continente europeu.

O setor do turismo reagiu fortemente, assim como o governo francês, que prometeu reciprocidade.

A medida é anunciada no momento em que os indicadores de monitoramento da pandemia de COVID-19 na França "continuam a piorar", segundo as autoridades da Saúde.

"Os sinais são preocupantes e a situação está piorando. Mas não é inevitável", assegurou na rádio France Inter, Jérôme Salomon, diretor-geral da Saúde.

Fora da Europa, as boas notícias são escassas. Aclamada por sua resposta eficaz à primeira onda da epidemia, a Nova Zelândia estendeu o reconfinamento de Auckland até 26 de agosto para conter o retorno do vírus.

A diretora-geral da Saúde, Ashley Bloomfield, admitiu que a população está nervosa, ao mesmo tempo que os exortou a não descontar sua frustração com os profissionais de saúde.

A Coreia do Norte, por outro lado, anunciou o fim do confinamento de uma cidade localizada na fronteira intercoreana, estabelecido no final de julho após a descoberta de um primeiro caso "suspeito" de coronavírus.

Pyongyang afirma não ter registrado nenhum caso de COVID-19 em seu território, o que especialistas internacionais duvidam, dada a devastação causada pelo vírus em todo o planeta.

- Esperanças de vacina -

Os Estados Unidos continuam sendo o país mais enlutado (167.242 mortes), à frente do Brasil (105.463 mortes), México (55.293) e Índia (48.040).

Nos Estados Unidos, a questão ultrassensível da máscara voltou ao centro das atenções na quinta-feira com o apelo do candidato presidencial democrata, Joe Biden, de torná-la obrigatória em todo o país, ideia imediatamente rejeitada por seu rival republicano Donald Trump, que o acusou de querer "trancar todos os americanos em seu porão por meses".

Diante do ressurgimento ou persistência do vírus, as esperanças se concentram na chegada de uma vacina, tema de uma corrida nos quatro cantos do mundo.

O governo britânico concluiu novos acordos com os laboratórios americanos Johnson & Johnson e Novavax, abrangendo 90 milhões de doses. Já garantiu um total de 340 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19, sem saber se serão eficazes.

O governo dos Estados Unidos, que investiram mais de US $ 10 bilhões em seis projetos de vacinas e assinaram contratos garantindo a entrega de centenas de milhões de doses se bem-sucedidas, prometeram na quinta-feira que as vacinas seriam distribuídas gratuitamente aos americanos.

O presidente mexicano, Andrés Manuel Lopez Obrador, garantiu que a vacina em que trabalha o laboratório anglo-sueco AstraZeneca, que será produzida na Argentina e no México para países da América Latina (exceto Brasil), "estará disponível a partir do primeiro trimestre do próximo ano".

Será "universal e gratuita" no México. Todos os mexicanos terão acesso à vacina. Os mais humildes não precisam se preocupar", afirmou.


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