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Estado de Minas

Facebook derruba campanha enganosa pró-Trump feita por contas da Romênia


06/08/2020 17:13

O Facebook informou nesta quinta-feira (6) que tirou no ar contas da Romênia que estavam realizando uma campanha enganosa, em que fingiam ser norte-americanos apoiadores do presidente Donald Trump, candidato à reeleição nas eleições de novembro.

A maior rede social do mundo removeu 35 contas e três páginas, além de 88 contas do Instagram. Segundo o chefe de políticas de segurança da plataforma, Nathaniel Gleicher, a ação faz parte de uma luta contínua contra o "comportamento inautêntico coordenado".

"As pessoas por trás dessa rede usavam contas falsas para se passar por americanos, amplificar e comentar seu próprio conteúdo e gerenciar páginas, incluindo algumas que se apresentavam como páginas de fãs do presidente Trump", disse Gleicher.

De acordo com o Facebook, foram feitas publicações sobre as próximas eleições presidenciais, a campanha de Trump, a ideologia conservadora, crenças cristãs e a organização de extrema direita Qanon, ligada a teorias da conspiração.

A equipe de segurança da gigante da internet identificou que as atividades tinham origem na Romênia e foco nos EUA. Muitas vezes, a rede romena compartilhava matérias de veículos conservadores dos Estados Unidos e da campanha de Trump.

As páginas do Facebook tinham em média 1.600 seguidores, enquanto cerca de 7.200 pessoas seguiam uma ou mais de suas contas do Instagram, relatou a empresa. Uma ação enganosa coordenada como esse "confunde a linha entre um debate público saudável e a manipulação", apontou Gleicher.

"Só podemos enfrentar parte do que é um desafio para toda a sociedade; está cada vez mais claro que nenhuma organização consegue lidar com isso sozinha", acrescentou.

Ele repercutiu um apelo do diretor-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, para que líderes políticos estabeleçam regras claras sobre quais tipos de conteúdo ou comportamento não devem ser tolerados pelas plataformas digitais.

"Embora seja difícil definir motivações, o comportamento ainda viola nossas políticas e podemos derrubar o conteúdo", disse ele. "Não importa de que lado eles estejam".

São escassas as pistas sobre quem estava à frente da campanha, mas há "ampla evidência" de que eram usados artifícios enganosos para amplificar as mensagens pró-Trump, segundo a equipe forense digital do Atlantic Council.

"O impacto geral desse esforço parece limitado, já que muitas das contas interagiam principalmente com as postagens umas das outras", concluiu uma análise do Atlantic Council. "No geral, a rede parecia ter como alvo conservadores pró-Trump nos EUA".

- China na mira -

Outra campanha coordenada desfeita pelo Facebook em julho parecia ser direcionada à China. Foram removidas 303 contas do Facebook, 181 páginas, 44 grupos e 31 contas do Instagram, por violação de sua política contra "comportamento inautêntico coordenado em nome de uma entidade estrangeira".

As operações vinham de várias regiões do mundo, incluindo América do Norte, Europa, Austrália, Vietnã, Taiwan, Hong Kong e Indonésia, segundo a companhia. Essas contas postavam sobre notícias e eventos globais, como os protestos de Hong Kong, políticas dos EUA em relação à China, o movimento espiritual Falun Gong e críticas ao governo chinês.

"Embora as pessoas por trás dessa atividade tentassem ocultar suas identidades e coordenação, nossa investigação ligou essa rede à Truth Media, um veículo de mídia digital", afirmou Gleicher, acrescentando que o Facebook baniu o veículo.


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