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Estado de Minas

EUA sanciona organização paramilitar chinesa por violação dos direitos humanos contra uigures


31/07/2020 15:43

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou, nesta sexta-feira (31), uma organização paramilitar chinesa acusando-a de violações dos direitos humanos contra os uigures e outros grupos majoritariamente muçulmanos na região de Sinkiang, no noroeste do país.

O Corpo de Produção e Construção de Sinkiang, leal ao Partido Comunista chinês (PCCh), tem sido visto como um estado dentro de um estado, com seus próprios povoados, universidades e meios de comunicação orientados à etnia Han, majoritária na China.

O Tesouro dos EUA anunciou o congelamento dos ativos no país da Xinjiang Production and Construction Corps, que possui uma rede de universidades e de meios de comunicação em Sinkiang.

"A entidade e os funcionários foram designados por suas conexões com abusos aos direitos humanos contra minorias étnicas em Sinkiang que, segundo os relatos, incluem prisões arbitrárias e abusos físicos severos contra os uigures", indicou o Departamento do Tesouro em um comunicado.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, disse que Bingtuan estava "diretamente envolvido" com a prisão em massa dos uigures e outras comunidades muçulmanas em Sinkiang.

"Fazemos um chamado a todos os países para que se unam no que se refere a condenar o abuso atroz do PCCh sobre os Direitos Humanos dos seus próprios cidadãos, que afeta inúmeras famílias em todo o mundo", afirma Pompeo.

A organização, fundada em 1950 sob as ordens de Mao Tsé-Tung, era conhecida localmente como Bingtuan e formada por soldados desmobilizados.

Cresceu progressivamente e começou a administrar grandes extensões de terra e negócios imobiliários, seguros e também produção de plásticos e cimentos.

Várias organizações de direitos humanos acusam a China de incentivar a migração da população nesta região para tentar homogeneizar o território e reprimir os uigures e outros grupos turcos muçulmanos, proibindo-os de praticar o Islã.

Segundo ativistas, um milhão de pessoas foram presas em acampamentos para mudar suas crenças, um sistema de confinamento que os Estados Unidos comparam com o Holocausto.

A China defende que esses acampamentos são instituições de treinamento e diz que busca educar a população para reduzir o atrativo do radicalismo islâmico.


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