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Estado de Minas

EUA anuncia retirada de 11.900 soldados da Alemanha


29/07/2020 12:31

Os Estados Unidos vão reduzir sua presença militar na Alemanha em 11.900 soldados, realocando alguns para Itália e Bélgica, em uma mudança importante dos ativos de Washington na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) - anunciou o secretário americano da Defesa, Mark Esper, nesta quarta-feira (29).

Dos 34.500 militares americanos na Alemanha, cerca de 6.400 serão mandados para casa, enquanto outros 5.600 serão transferidos para outros países da OTAN.

Um objetivo-chave dessa rotação é reforçar o flanco sudeste da Aliança Atlântica perto do Mar Negro, disse Esper, durante entrevista coletiva em Washington.

Outro ponto, que implica transferir as estruturas de comando dos Estados Unidos para a Bélgica, é melhorar a coordenação com o comando da OTAN.

Alguns também poderão ir para a Polônia e para os Estados bálticos, se a Varsóvia cumprir um acordo já preparado pelas duas partes, acrescentou o chefe do Pentágono.

"Essas mudanças atingirão, sem dúvida, os princípios centrais de melhorar a dissuasão da Rússia por parte dos Estados Unidos e da OTAN, fortalecer a OTAN, tranquilizar os aliados e melhorar a flexibilidade estratégica dos Estados Unidos", completou.

A medida pode ter um impacto econômico e estratégico significativo na Alemanha, onde dezenas de milhares de soldados americanos estão estacionados desde o final da Segunda Guerra Mundial.

No início deste mês, os líderes de quatro estados alemães pediram ao Congresso dos Estados Unidos que bloqueie a redução de tropas, alertando que isso pode enfraquecer a dissuasão da aliança atlântica contra Moscou.

Esper disse que a medida foi debatida por um longo tempo e não foi o resultado do desencanto do presidente dos EUA, Donald Trump, com a relação entre Washington e Berlim.

O chefe do Pentágono disse que a realocação de tropas e de um esquadrão de aviões de combate para a Itália, assim como o aumento das rotações das unidades blindadas Stryker, na região do Mar Negro, foram motivados pela ameaça potencial da Rússia ao sudeste da Europa. Segundo ele, as ambições militares de Moscou ficaram claras com a anexação da Crimeia em 2014.

O objetivo é "melhorar a dissuasão e tranquilizar os aliados ao longo do flanco sudeste da OTAN", completou Esper.


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