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Estado de Minas

Brexit, coronavírus e bebê, um primeiro ano agitado para Boris Johnson


24/07/2020 17:07

Uma vitória eleitoral, o Brexit, uma crise de saúde global que poderia ter tirado a sua vida, um divórcio, um anúncio de noivado e um bebê. O primeiro ano do britânico Boris Johnson no poder foi avassalador.

O líder conservador de 56 anos comemora seu primeiro ano como primeiro-ministro nesta sexta-feira (24).

"Há um ano, eu estava subindo as escadas em Downing Street e prometi ao povo britânico realizar o Brexit e depois unir e melhorar o país", lembrou.

"Iniciamos o Brexit e fizemos grandes avanços no cumprimento de suas prioridades. Então, nosso país foi atingido pelo golpe devastador do coronavírus", afirmou em nota pelo seu aniversário no governo.

Em meados de julho de 2019, Boris Johnson tornou-se um deputado comum depois de renunciar ao Ministério das Relações Exteriores de Theresa May, por discordar de sua estratégia sobre a aplicação do Brexit, apoiado por ele no referendo de junho 2016.

O ex-prefeito de Londres ressurgiu quando May foi obrigada a renunciar, depois que o Parlamento rejeitou repetidamente seu acordo negociado com Bruxelas para a saída do Reino Unido da União Europeia.

Boris Johnson obteve facilmente a liderança do Partido Conservador e, em seguida, do país. Então, se arriscou ao antecipar as eleições legislativas para reconquistar a maioria perdida na votação anterior em maio.

BoJo alcançou uma vitória esmagadora: a maioria parlamentar mais ampla desde Margaret Thatcher abriu caminho para o Reino Unido deixar a UE em 31 de janeiro.

Após 47 anos de um casamento turbulento, esse divórcio marcaria, segundo ele, um "verdadeiro momento de renovação nacional". Mas esse "recomeço", que deveria significar investimentos em serviços públicos e infraestrutura, como prometido durante a campanha, tropeçou na epidemia do novo coronavírus.

- 45.000 mortos -

Boris Johnson foi criticado por sua lentidão em impor medidas restritivas, enquanto a maioria dos países europeus já havia fechado suas fronteiras e confinado a população.

Com cerca de 45.000 mortes, o Reino Unido é o país europeu mais afetado pelo coronavírus.

"Johnson e sua equipe fariam bem em aproveitar o período de recesso(anunciado neste verão) para mudar a abordagem do governo", disse o Times em editorial na quinta-feira.

O próprio Johnson pagou o preço, contraindo no final de março uma forma grave da COVID-19 que o levou à terapia intensiva e quase o matou.

Algumas semanas após sua alta do hospital, sua noiva Carrie Symonds deu à luz seu primeiro filho. Ele tem quatro outros do seu segundo casamento. Apesar de tudo, Boris Johnson mantém seus partidários fervorosos, que elogiam sua capacidade de delegar e sua determinação.

De acordo com uma pesquisa do YouGov divulgada quinta-feira, 89% dos conservadores querem que ele permaneça como líder do partido. Ele é um personagem "extravagante, mas com uma visão estratégica", disse o presidente francês, Emmanuel Macron. "Aqueles que não o levaram a sério estavam errados".

- Desafios -

Boris Johnson tem muitos desafios pela frente, até porque o impacto da pandemia na economia britânica será sentido realmente dentro de alguns meses.

Depois de manter sua "promessa" de "alcançar o Brexit", o líder deseja neste aniversário de governo "não deixar o vírus parar o país".

Especialistas alertam para uma possível segunda onda de infecções. Mas o primeiro-ministro ainda precisa resolver questões do Brexit que derrubaram seus dois antecessores.

As negociações com a Europa sobre seu futuro relacionamento parecem estagnadas.

Ele também enfrenta um novo rival à frente do Partido Trabalhista da oposição, desde que Keir Starmer foi eleito em abril.

O desejo por independência da Escócia e divergências dentro de seu próprio partido, incluindo de seu conselheiro Dominic Cummings, o manterão ocupado.

Segundo uma pesquisa, BoJo pode ser ofuscado pela crescente popularidade de seu jovem ministro das Finanças, Rishi Sunak.


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