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Estado de Minas

Airbus cortará cerca de 15.000 postos de trabalho


postado em 30/06/2020 18:55

A Airbus anunciou nesta terça-feira (30) que cortará "aproximadamente 15.000 empregos", ou 11% de sua força de trabalho em todo o mundo até o verão (boreal) de 2021, a fim de "redimensionar sua atividade na aviação comercial" em face da crise do coronavírus.

Cerca de 5.100 postos serão suprimidos na Alemanha, 5.000 na França, 1.700 no Reino Unido, 900 na Espanha e 1.300 em outros locais do grupo em todo o mundo, informou a fabricante de aeronaves nesta terça-feira à noite em comunicado à imprensa.

A atividade de aviação comercial teve uma queda de 40% nos últimos meses, informou a companhia.

"Ainda que não possamos deixar de lado medidas de força nesse momento, a Airbus trabalhará com seus interlocutores sociais para limitar o impacto desse plano, mediante todas as medidas sociais possíveis, incluindo demissões voluntárias, aposentadorias antecipadas, assim como o desemprego parcial de longa duração para as atividades que forem possíveis", explicou a multinacional, que deseja encerrar as negociações com os sindicatos em 2020.

Os sindicatos da Airbus manifestaram sua oposição a qualquer "demissão forçada", e pediram negociações frente a crise que consideram "conjuntural".

A Airbus, que em abril reduziu em mais de um terço suas taxas de produção para enfrentar o impacto no mercado de transporte aéreo, "enfrenta a pior crise que o setor já conheceu", ressaltou Guillaume Faury, presidente executivo do grupo, em declaração.

"As medidas adotadas até agora nos permitiram absorver o choque inicial dessa pandemia. Agora temos que garantir a durabilidade da empresa e nossa capacidade de emergir da crise como líder global no setor aéreo", acrescentou.

- Um número "excessivo" -

Após o anúncio da multinacional, o ministério francês da Economia admitiu que o setor aéreo teria que encarar um "impacto em massa, brutal e duradouro", mas considerou que o número de demissões anunciada pela Airbus era "excessivo", e pediu para que reduzissem "ao máximo as demissões obrigatórias".

Questionado em coletiva telefônica por jornalistas sobre essa reação do Exceutivo francês, Faury reconheceu que não esperava "muito apoio nesse tipo nesse de situação, ainda que trabalhemos estreitamente" com os governos.

Os cortes nos empregos afetam principalmente a divisão de aviação comercial, a mais importante do grupo, enquanto os helicópteros Airbus, Defense e Space têm uma melhor situação.

A última divisão já havia anunciado que 2.665 empregos seriam cortados, em fevereiro.

Há várias semanas, Faury, à frente de um grupo de 135.000 funcionários, dos quais 81.000 estão na divisão de aviões comerciais, alerta que a crise causada pela pandemia estaria colocando em jogo a "sobrevivência da Airbus".

O grupo Airbus conta com 49.000 colaboradores na França, 45.500 na Alemanha, 12.500 na Espanha e 11.000 no Reino Unido.

Sua grande rival, a Boeing, anunciou em abril que iria diminuir sua equipe em 10%, ou seja, uma redução de 16.000 pessoas, mediante saídas voluntárias e demissões.

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