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Estado de Minas

Chefe de polícia no Arizona pede demissão após morte de latino sob custódia


postado em 25/06/2020 20:37

A morte de um jovem latino sob custódia policial no Arizona, no oeste dos Estados Unidos, levou o chefe da força de segurança a apresentar sua demissão nesta quarta-feira (25), que até agora não foi aceita.

Carlos Ingram López, 27 anos, morreu em 21 de abril, mas foi apenas na quarta-feira que as autoridades divulgaram o caso, divulgando um vídeo devastador de sua prisão na casa de sua avó em Tucson.

Os policiais responderam a uma ligação para o serviço de emergência, o 911, que a própria avó fez por "conduta desordeira", segundo as autoridades.

O vídeo mostra três policiais, dois brancos e um preto, perseguindo o homem, nu e alterado, até a garagem da casa, onde o algemam e o viram de cabeça para baixo.

A primeira coisa que ele diz é "desculpe".

Doze minutos depois, ele fica inconsciente e morre.

A necropsia, que revelou a presença de cocaína e problemas cardíacos, não conseguiu determinar a causa da morte.

O chefe de polícia Chris Magnus apresentou sua demissão em uma conferência de imprensa na quarta-feira.

O gerente da cidade (um tipo de administrador municipal), Michael Ortega, é quem toma a decisão, mas a prefeita Regina Romero informou à AFP em uma nota: "Não acho que o chefe deva renunciar".

Embora a morte de Ingram tenha ocorrido há dois meses, foi conhecida esta semana, logo após a de George Floyd, que desencadeou um movimento nacional de protesto contra o racismo e a brutalidade policial, e o de Andrés Guardado, de 18 anos, também Latino, abatido pelos oficiais do xerife de Los Angeles.

"Não consigo respirar!", "Nana, água por favor!", López grita no vídeo.

Um dos policiais diz para ele relaxar, outro o ameaça com um choque elétrico.

Magnus disse que, embora os policiais não tenham agido de acordo com as políticas do departamento de polícia e tenham sido demitidos, não havia indicação de ações "maliciosas".

"Eles não bateram nele, não o enforcaram ... não colocaram o joelho no pescoço", como no caso de Floyd, acrescentou.

"É irresponsável e injusto concluir que o Sr. Ingram foi morto pela polícia".

O caso é investigado pelo Ministério Público, que ainda não apresentou acusações criminais.

Ele também foi enviado ao FBI.

Todos os três policiais envolvidos renunciaram.


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