Publicidade

Estado de Minas

Trump anuncia transferência de militares da Alemanha para a Polônia


postado em 24/06/2020 21:55

Os Estados Unidos vão transferir tropas da Alemanha para a Polônia, informou o presidente americano, Donald Trump, nesta quarta-feira (24) na Casa Branca, durante encontro com o chefe de Estado polonês, Andrzej Duda, a quatro dias das eleições presidenciais no país europeu.

Os poloneses "nos perguntaram se enviaríamos soldados adicionais... Provavelmente vamos deixar a Alemanha para ir para a Polônia", disse Trump à imprensa.

"Vamos reduzir nossas forças na Alemanha. Algumas vão para casa e outras para outros lugares, mas a Polônia será um desses lugares na Europa", declarou.

Trump, que há muito censura a Alemanha por não contribuir o suficiente para cobrir os gastos militares da Otan, havia anunciado na semana passada a intenção de diminuir o número de soldados americanos destacados em território alemão, que passará de um máximo de 52.000 para 25.000.

Desde esse anúncio, havia especulações de que alguns desses soldados seriam transferidos para a Polônia, depois que Varsóvia exigiu insistentemente um aumento na ajuda militar dos Estados Unidos.

Nos jardins da Casa Branca, o presidente polonês declarou nesta quarta que "não ousaria dizer ao presidente americano para onde enviar seus soldados", mas admitiu que havia pedido que "não retirasse as tropas americanas da Europa" para preservar a segurança do continente.

A reunião ocorre dias antes de os eleitores da Polônia decidirem se irão ou não conceder um segundo mandato a Duda, cujos opositores criticaram a reunião como uma tentativa de ganhar impulso antes da votação no domingo.

Trump foi generoso com seus elogios a Duda, enquanto luta localmente para mostrar que a pandemia está diminuindo, uma das razões pelas quais ele perdeu terreno no caminho da reeleição.

A reunião foi a primeira de Trump com um líder estrangeiro desde o início da propagação da pandemia de coronavírus, que deixou mais de 121.000 mortos nos Estados Unidos desde março.

"O presidente Duda está indo muito bem na Polônia", disse Trump após a terceira reunião na Casa Branca entre os dois líderes.

"Ele está fazendo um excelente trabalho."

Em resposta às críticas a Duda, Trump disse: "Não acho que ele precise da minha ajuda".

- Mensagem para a Rússia -

O principal objetivo do lado polonês é obter maior assistência militar dos Estados Unidos, uma demanda constante de Varsóvia, principalmente desde a anexação russa da Crimeia em 2014.

Questionado sobre a mensagem que esta ação estava enviando para a Rússia, Trump disse: "Acho que isso envia um sinal muito forte".

O presidente dos Estados Unidos não forneceu números sobre quantos soldados seriam transferidos da Alemanha para a Polônia.

E ele repetiu sua acusação frequente de que Berlim não faz contribuições justas ao orçamento de defesa da Otan.

Segundo o jornal polonês Dziennik Gazeta Prawna, 30 caças F-16 americanos estacionados na Alemanha podem ser transportados para a Polônia, juntamente com cerca de 2.000 soldados.

A Otan prometeu à Rússia em 1997 que não estabeleceria bases permanentes no antigo bloco oriental.

No entanto, com o aumento das tensões, a aliança mudou distribuição das tropas por esses países.

Embora as tropas dos Estados Unidos continuem sendo mobilizadas em qualquer cenário, as autoridades polonesas citaram a possibilidade de uma presença mais permanente dos americanos, em uma instalação paga em Varsóvia chamada Fort Trump.

A ministra da Defesa alemã, Annegret Kramp-Karrenbauer, fez uma referência ao acordo com a Rússia em entrevista ao Conselho do Atlântico Norte nesta quarta-feira.

"Se, por exemplo, as tropas americanas na Europa se mudarem para a Polônia, isso deve ser feito levando em consideração o pacto Otan-Rússia", alertou.

"Não devemos perder de vista esse ponto."

O grupo político do presidente Duda, apoiado pelo partido no poder, Lei e Justiça, lidera as pesquisas antes da eleição da Polônia, mas o candidato da oposição Europhile, Rafal Trzaskowski, tem crescido nos últimos levantamentos.

Trump também enfrenta uma dura batalha de reeleição, com várias críticas sobre a forma como lidou com a pandemia e em meio a uma reivindicação nacional de justiça racial.

Em uma pesquisa do The New York Times e do Siena College divulgada nesta quarta-feira, seu oponente democrata Joe Biden ficou à frente em 14 pontos entre os eleitores consultados.


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade