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Estado de Minas

Após ataque de Reading, Reino Unido se questiona sobre passado dos suspeitos


postado em 22/06/2020 11:01

Ainda em choque após o ataque com faca que deixou três mortos em um parque de Reading no sábado (20), o Reino Unido se pergunta sobre o passado do suspeito que, de acordo com a imprensa britânica, já era conhecido dos serviços de inteligência.

Às 10h desta segunda-feira (6h no horário de Brasília), a cidade de 200.000 habitantes, que fica 60 quilômetros ao oeste de Londres, observou um minuto de silêncio. A ministra do Interior, Priti Patel, estava presente.

"Temos que aprender com o que aconteceu neste fim de semana para evitar que algo do tipo volte a ocorrer", disse a ministra.

Os jornais britânicos destacam que o suspeito, apresentado como Khairi Saadallah, um refugiado líbio de 25 anos, era conhecido pelo serviço de Inteligência interno (MI5) desde 2019 por sua intenção de se unir a um grupo extremista no exterior, mas nenhum risco iminente foi apontado.

O jornal "The Telegraph" afirma que o líbio foi liberado da prisão em junho, após uma condenação por delitos menores, sem vínculo com o terrorismo. Além disso, ele sofreria de importantes problemas de saúde mental.

O suspeito, que foi detido cinco minutos depois do alerta recebido pelas forças de segurança, agiu sozinho para executar o ataque, considerado "terrorista" pela polícia. Por enquanto, as autoridades não buscam eventuais cúmplices.

O perfil do agressor provoca muitas perguntas no país, após dois ataques executados em Londres nos últimos meses por indivíduos que já haviam sido condenados por delitos terroristas.

No fim de novembro, um extremista que estava em liberdade condicional matou duas pessoas no centro da capital, antes de ser morto pela polícia na London Bridge.

Em 2 de fevereiro, três pessoas foram feridas com um ataque a faca de "natureza islamista", segundo a polícia, em uma rua comercial do sul de Londres. Agentes mataram o criminoso, que já tinha uma condenação por ações terroristas.

Desde então, o governo do primeiro-ministro conservador Boris Johnson anunciou um projeto de lei para aumentar as penas dos autores de atos terroristas, proibindo a libertação antecipada.

"Posso garantir que, se precisamos aprender lições, se precisamos mudar as políticas, se devemos fazer as coisas de forma diferente, nós faremos", disse nesta segunda-feira à rede BBC o secretário de Estado para Segurança, James Brokenshire.

Ele destacou que o nível de ameaça terrorista continua "considerável", no nível três de uma escala que vai até cinco.

Brokenshire tentou tranquilizar a população e pediu "vigilância, mas que não se preocupe". "Devemos seguir adiante com nossas vidas e velar para que aqueles que desejam nos intimidar e usar o terror para tentar mudar nossa vida não consigam", afirmou.

Ele disse que, nos últimos três anos, os serviços de segurança frustraram 25 ataques terroristas, procedentes de um amplo espectro que vai da extrema-direita ao jihadismo.

Diante das grades do parque que foi cenário do ataque no sábado, os moradores de Reading depositaram flores para homenagear as vítimas.

Uma delas era um cidadão americano, informou o embaixador dos Estados Unidos em Londres, Woody Johnson. De acordo com a imprensa americana seria Joe Ritchie-Bennett, 39 anos, nascido na Filadélfia e que morava há 15 anos no Reino Unido, onde trabalhava para um grupo farmacêutico.

Outra vítima fatal seria um amigo de Bennet, James Furlong, 36 anos, professor de História em uma escola do ensino médio de uma cidade próxima.


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