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Estado de Minas

Pandemia avança no Brasil e cresce temor de segunda onda no mundo após flexibilização


postado em 20/06/2020 10:31

O coronavírus se propaga de maneira implacável pela América Latina, com Brasil e México à frente, com novos recordes diários de contágios, enquanto o mundo observa com preocupação os novos focos que surgem em plena flexibilização do confinamento.

A Europa, que avança no retorno a uma certa normalidade, superou a barreira de 2,5 milhões de contágios, mais da metade deles na Rússia, Reino Unido, Espanha Itália e França, com 192.158 mortes, de acordo com um balanço atualizado neste sábado pela AFP com base em fontes oficiais.

A Europa continua sendo o continente mais afetado pela pandemia. A América Latina, no entanto, é a região onde a doença avança de modo mais rápido atualmente.

Com o triste recorde de mais de 54.000 infectados em 24 horas, o Brasil superou na sexta-feira a marca de um milhão de casos diagnosticados, uma barreira que só havia sido superada pelos Estados Unidos.

O país, o segundo do mundo mais afetado pela epidemia, registra quase 49.000 vítimas fatais.

O México também informou um número vertiginoso de contágios: mais de 5.000 novos casos confirmados nas últimas 24 horas, elevando o total a mais de 170.000 infectados. O país registra mais de 20.000 mortes.

- Reabertura adiada -

Na Cidade do México, que programava a reabertura de mercados, restaurantes e outros estabelecimentos para a próxima segunda-feira, as autoridades prorrogaram o fechamento por mais uma semana.

O Chile superou 4.000 mortes e Santiago é a quarta cidade com mais casos confirmados no mundo.

Estados Unidos, país mais afetado pela pandemia com mais de 119.000 mortes, registraram 705 vítimas fatais nas últimas 24 horas, o nono dia consecutivo com menos de 1.000 óbitos diários.

Apesar da queda dos números diários na comparação com o pico de abril, mais de 20 estados americanos registraram aumento de casos nos últimos dias. O vírus continua provocando um impacto no sul e oeste do país.

O temor do retorno da doença também envolve os protestos antirracistas que sacudiram o país durante semanas e o retorno dos comícios de campanha do presidente de Donald Trump, com um grande comício previsto para este sábado em Oklahoma.

- Prudência -

Os países europeus prosseguem com as fases de flexibilização do confinamento, entre os temores de novos focos da doença.

Os franceses retornarão aos cinemas e à prática de esportes em equipe a partir de segunda-feira. Mas os estádios só devem ser reabertos em 11 de julho.

Também reabrirão as portas os centros de férias, cassinos e salas de jogos, com "respeito às regras sanitárias rigorosas", afirmou o governo.

O primeiro-ministro Edouard Philippe, no entanto, insistiu que é necessário ter "prudência" para tentar retomar as atividades "nas melhores condições" e descartou a possibilidade de um novo confinamento no caso de uma segunda onda de contágios.

Na cidade italiana de Bérgamo, uma das mais afetadas pela pandemia, o futebol se tornou o melhor antídoto para superar a tragédia.

No domingo, a partida entre Atalanta e Sassuolo permitirá à localidade, considerada uma cidade mártir, dar um passo a mais rumo à normalidade.

"Há um desejo de futebol, sem esquecer aqueles que nos deixaram. Entre amigos e conhecidos, perdi 40 pessoas. O futebol ajuda, não a esquecer, mas a curtir um pouco", declarou Marino Lazzarini, presidente da associação Amigos da Atalanta.

- "Fase perigosa" -

A tentativa de volta a normalidade se mistura com os pedidos de cautela dos governos.

As autoridades de saúde italianas recomendaram "prudência" depois de constatar na semana passada "sinais de alerta sobre a transmissão" do coronavírus, em particular em Roma.

A epidemia viral provocou oficialmente mais de 34.500 mortes no país.

O apelo das autoridades italianas coincide com o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o mundo entrou em uma "fase perigosa" com a flexibilização progressiva do confinamento e a redução das restrições.

"O vírus segue com uma propagação rápida e continua sendo letal. A maioria das pessoas continuam expostas", advertiu o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, antes de destacar que na quinta-feira a organização registrou o número recorde de mais de 150.000 novos casos em um dia.

Os estragos da pandemia, que provocou quase 460.000 mortes e mais de 8,6 milhões em todo o planeta, abalam diversos setores.

O choque econômico da pandemia está provocando um grande retrocesso no emprego das mulheres, que perdem os postos de trabalho, são demitidas ou se veem obrigadas a cuidar por mais tempo das crianças que os homens.

As mulheres estão mais presentes nos empregos precários ou nos setores especialmente afetados pelas medidas de confinamento implantadas para lutar contra o coronavírus, como restaurantes, hotéis, organização de eventos, salões de beleza, entre outros.


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