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Estado de Minas

Pompeo promete investigar tratamento 'inapropriado' a jornalistas estrangeiros nos EUA


postado em 10/06/2020 19:01

O chefe de diplomacia dos Estados Unidos, Mike Pompeo, prometeu nesta quarta-feira que o Departamento de Estado investigará acusações de agressões policiais a jornalistas estrangeiros durante os protestos antirracistas.

Alemanha, Austrália e Reino Unido manifestaram preocupação com as ações da força pública dos EUA.

"Sei que houve preocupação em alguns países com o tratamento inadequado de seus jornalistas", afirmou Pompeo durante uma entrevista coletiva.

"Algumas dessas alegações chegaram ao Departamento de Estado. Vocês e esses países devem saber que abordaremos a questão adequadamente", acrescentou.

"Faremos o possível para investigar", prometeu Pompeo.

Os relatores das Nações Unidas (ONU) para a liberdade de expressão e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenaram nesta quarta-feira o uso da força contra jornalistas que cobrem protestos desencadeados nos Estados Unidos na morte de George Floyd, um homem negro morto pelas mãos de um policial branco em Minneapolis.

"Recebemos dezenas de testemunhos de jornalistas atacados, perseguidos, presos e detidos durante o trabalho", disseram David Kaye, da ONU, e Edison Lanza, da CIDH, um órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Em uma declaração, eles também reiteraram sua "séria preocupação" com as declarações do presidente Donald Trump, especialmente por classificar profissionais de mídia como "inimigos do povo", e afirmam que posturas como essa alimentam "um ambiente de hostilidade e intolerância".

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse na semana passada que pelo menos 200 repórteres foram agredidos ou detidos durante a cobertura dos protestos, apesar de mostrarem suas credenciais de imprensa.

A Austrália investiga um suposto ataque da polícia americana a dois repórteres de televisão de seu país em frente à Casa Branca em 1º de junho.

A Rússia, muitas vezes acusada pelos Estados Unidos de violar os direitos humanos e a liberdade de expressão, disse estar "chocada" com a "violência" da polícia dos EUA contra jornalistas, em particular contra um colaborador da agência russa Sputnik.

China e Irã alegaram padrões duplos por parte dos Estados Unidos, que frequentemente os atacam por reprimir a dissidência.


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