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Estado de Minas

China reúne seus deputados e deve cantar vitória contra coronavírus


postado em 20/05/2020 12:49

Os 3.000 deputados da Assembleia Popular Nacional (ANP) se reunirão a partir desta sexta-feira para a grande sessão anual em que será comemorado o fim da nova epidemia de coronavírus, que eclodiu em dezembro, e a figura do presidente Xi Jinping será destacada.

No poder há sete anos, o principal líder chinês enfrenta a crise mais séria em seu governo, acusado de ter reagido tarde ao aparecimento do coronavírus no final de 2019, que se espalhou para o resto do mundo, causando mais de 320.000 mortes e um catástrofe econômica global.

Com o declínio da pandemia em seu território, Pequim tenta passar a imagem de vencedora contra a COVID-19, em comparação com os países ocidentais, mal preparados desde o início e onde a doença continua causando estragos.

No ato solene do Palácio do Povo, sede do parlamento chinês em Pequim, o regime marcará um ponto em sua guerra ideológica com o Ocidente.

A sessão "proporcionará a Xi Jinping a oportunidade de proclamar a vitória total na 'guerra do povo' contra o vírus", disse a cientista política Diana Fu, da Universidade de Toronto, Canadá.

Pela primeira vez desde a era maoísta, Pequim adiou a sessão parlamentar que deveria ter começado em março, como manda a tradição.

O encontro durará uma semana, em vez das duas usuais. Sinais de que a epidemia não acabou: será realizada a portas fechadas e a imprensa acompanhará a reunião virtualmente.

Os poucos jornalistas autorizados a estarem presentes terão que passar no teste de triagem e ficar em confinamento até que o resultado seja conhecido.

O país, fechado para visitantes estrangeiros desde o final de março, teme uma segunda onda epidêmica, pois novos casos surgiram nas últimas semanas.

- Incerteza econômica -

O primeiro dia, tradicionalmente dedicado ao discurso do primeiro-ministro Li Keqiang, deve se concentrar na economia, uma vez que houve uma queda acentuada no PIB (-6,8%) no trimestre.

No entanto, diante do desastre econômico global, que afeta as exportações da gigante asiática, Li pode se abster de anunciar uma meta de crescimento.

Alguns especialistas acreditam que a meta será de crescimento limitado à segunda metade do ano atual ou por dois anos (por exemplo: 10% para 2020-2021). As medidas de apoio anunciadas por Pequim desde janeiro representam apenas 1,5% do PIB.

Diante da emergência, a ANP poderia autorizar o governo a evitar o déficit orçamentário, optando por um empréstimo especial, segundo o jornal Global Times.

Analistas citados pelo jornal inglês acreditam que a relação déficit/PIB pode aumentar para 8%, contra 2,8% no ano passado.

Está claro que Pequim tenta relançar o plano de macrorrecuperação lançado após a crise financeira de 2008 (13% do PIB).

Como a legitimidade do regime depende em grande parte do crescimento, a taxa de desemprego é muito preocupante. Por isso, soluções devem ser apresentadas depois que a taxa atingiu 6,2% nas áreas urbanas em fevereiro.


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