O governo do primeiro-ministro Imran Khan permitiu a celebração de orações e congregações todas as noites nas mesquitas, mas com certas medidas de proteção.
Khan já havia apontado que o Paquistão não poderia impor um confinamento rígido, como em outros países.
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Médicos do Paquistão em greve de fome por falta de proteção contra coronavírusCoronavírus chega a 200 mil mortes no mundo, diz Universidade Johns HopkinsApesar disso, os fiéis saíram às ruas em grande número, em um país de 215 milhões de habitantes no qual os líderes religiosos possuem grande influência.
Milhares de pessoas passearam pelos mercados nos arredores de Rawalpindi, uma guarnição militar junto a Islamabad. Alguns usavam máscaras, mas muitos outros caminhavam sem nenhuma proteção, comprando a comida que será servida para romper o jejum quando o sol se pôr.
Cenas parecidas também foram vistas na cidade de Peshawar (noroeste) e Lahore (leste).
Muneeb Khan, de 27 anos, disse que estava cansado de usar máscara e luvas.
"Por quanto tempo vamos ter que usá-las? Já estou cansado, dependendo de como me sinto eu as coloco, às vezes não", contou à AFP enquanto fazia compras em uma farmácia.
Embora as mesquitas de Islamabad tenham registrado um fluxo menor, o distanciamento social foi totalmente ignorado.
Zafar Mirza, assessor especial para questões de saúde do primeiro-ministro, criticou este comportamento.
"Isso vai contra as normas e diretrizes", disse a jornalistas.
"Paquistão atravessa uma fase muito crucial e, se não tomarmos medidas preventivas, essa doença vai se espalhar rapidamente", alertou.
O Paquistão registrou até agora 12.000 casos de COVID-19 e 256 mortes.