O sombrio panorama econômico deixado pelo coronavírus nos Estados Unidos piorou, nesta quinta-feira (23), com a divulgação de um relatório do governo apontando 4,4 milhões de novos pedidos de seguro-desemprego.
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França registra 516 mortes por coronavírus em 24hCom máscaras, legisladores americanos debatem pacote de apoio econômico'Se tiver coronavírus, não vou contar', dizem migrantes presos nos EUAVídeo: o medo da gravidez e do parto na pandemia de COVID-19Os número são mais baixos do que na semana anterior, quando se situaram em 5,2 milhões de pessoas que haviam pedido seguro-desemprego, conforme dados revisados ligeiramente para baixo pelo Departamento do Trabalho.
A pandemia atinge duramente os Estados Unidos, país com mais mortos registrados. De acordo com contagem da Johns Hopkins University, até quarta-feira (22), o total de óbitos chegava a 46.583.
A queda no número de pedidos de seguro-desemprego em relação à semana anterior mostra que a crise do coronavírus arrasou rapidamente parte do emprego criado pela recuperação posterior à grande recessão de 2009.
Os números desta quinta-feira (23) correspondem à semana de 12 a 18 de abril. Desde que o confinamento começou a paralisar a economia, o pior período registrado foi a última semana de março, quando houve mais de 6,8 milhões de pedidos desse beneficio.
O estado atual do emprego no país mostra um forte contraste com os números prósperos de fevereiro. Naquele mês, o desemprego havia atingido um mínimo em uma janela temporal de 50 anos, afetando 3,5% da população economicamente ativa.
Os números de abril, que serão publicados em 8 de maio, geram grande expectativa. Acredita-se que o índice de desemprego possa ficar acima de 10%.
Recuperação lenta
Para responder a esta crise, os legisladores da Câmara de Representantes chegaram a um acordo para votar um pacote de ajuda da ordem de 480 bilhões de dólares. Ele se somará a um colossal plano de 2,2 trilhões de dólares aprovado no final de março.
Apesar da ajuda do Congresso, estes números semanais deixam claro que a onda de demissões continuou pela quinta semana consecutiva.
Ian Shepherdson, da consultoria Pantheon Macroeconomics, destacou a queda, mas comentou que não é tão acentuada quanto se esperava. Segundo ele, o número total de desempregados expõe uma "realidade horrenda".
A Oxford Economics antecipa que pelo menos 30 milhões de vagas de trabalho serão perdidas.
"Esperamos que a recuperação do mercado seja lenta. Não esperamos que o mercado de trabalho volte aos níveis de 2020 até o início de 2022", afirmou a consultoria.
À medida que a pandemia avança, governadores e autoridades de saúde em todo país avaliam como combinar uma estratégia que freie o vírus e, ao mesmo tempo, consiga amenizar o impacto na economia.
O governador da Geórgia, Brian Kemp, anunciou um agressivo plano para suspender as restrições que buscavam conter os casos de contágio no estado. Isso significa que academias, salões de beleza e outros pequenos negócios poderão abrir a partir desta sexta-feira (24).
Seu correligionário da Flórida, o republicano Ron DeSantis, considera avançar nessa mesma direção.