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Estado de Minas

Pompeo pressiona China a permitir inspeções em laboratório suspeito por pandemia


postado em 22/04/2020 17:55

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, pressionou a China nesta quarta-feira (22) para permitir a inspeção de laboratórios, cujas condições de segurança preocupam Washington em meio à pandemia global da COVID-19.

Pompeo se recusou a descartar que o vírus mortal vazou de um laboratório da cidade chinesa de Wuhan, um cenário fortemente negado por Pequim.

"Devemos lembrar que esses laboratórios ainda estão abertos na China, laboratórios que contêm patógenos complexos que estavam sendo estudados", afirmou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos.

"Não se trata apenas do Instituto de Virologia de Wuhan", declarou Pompeo para a imprensa.

"É importante que esses materiais sejam manuseados com segurança para que não haja liberação acidental", acrescentou.

Pompeo citou o exemplo de instalações nucleares, apontando para inspeções rigorosas que verificam sua segurança.

O secretário de Estado renovou as preocupações de que a China não tenha compartilhado uma amostra do vírus inicialmente detectado.

"Ainda não temos uma amostra do vírus, nem o mundo teve acesso às instalações ou locais onde o vírus pode ter se originado em Wuhan", disse.

As autoridades chinesas inicialmente suprimiram as notícias do vírus e até detiveram uma pessoa que divulgou as informações.

Cientistas chineses disseram suspeitar que o vírus surgiu no final do ano passado em um mercado popular em Wuhan, onde são vendidos animais exóticos.

Mas imediatamente surgiram perguntas sobre a presença nas proximidades desse mercado de um laboratório de virologia de segurança máxima, e até mesmo autoridades americanas levantaram na imprensa essa ideia que foi inicialmente tratada como uma teoria da conspiração difundida na internet.

Críticos dizem que o presidente americano, Donald Trump, está tentando com esta acusação tirar o foco da sua resposta para combater a pandemia nos Estados Unidos, onde mais de 45.000 pessoas morreram, o maior número de óbitos no mundo.


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