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Estado de Minas

Laboratório chinês rebate acusações sobre origem do coronavírus


postado em 19/04/2020 14:25

O laboratório chinês apontado como possível fonte do novo coronavírus afirmou que isto é "impossível" e descartou qualquer responsabilidade após as dúvidas mencionadas por países ocidentais e as novas advertências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a China pela pandemia de COVID-19.

De acordo com um balanço estabelecido peça AFP, com base em dados de fontes oficiais, a pandemia do novo coronavírus provocou a morte de mais de 160.000 pessoas pessoas no mundo e deixou mais de 2.330.000 infectados.

Vários países que registraram uma queda no ritmo da epidemia começaram a suspender de forma gradual as medidas de confinamento, que afetam mais de 4,5 bilhões de pessoas no planeta.

A Espanha - terceiro país com mais mortes - registrou neste domingo o menor número de vítimas fatais em 24 horas (410), e o balanço supera agora 21.400 óbitos.

O governo dos Estados Unidos, onde a epidemia já provocou 36.700 mortes e 730.000 contágios - o balanço mais grave para um país - acusou a China de ter "dissimulado" o número real de vítimas e a gravidade da pandemia.

Ao mesmo tempo, Estados Unidos e China, envolvidos em uma disputa geopolítica global, protagonizaram um novo capítulo do confronto sobre a pandemia.

O diretor do laboratório de segurança máxima da cidade chinesa de Wuhan, acusado por parte da imprensa americana de ser a fonte do novo coronavírus, negou categoricamente as acusações.

"É impossível que este vírus venha de nós", afirmou em uma entrevista à imprensa estatal Yuan Zhiming, que denunciou "acusações sem provas para enganar as pessoas".

Cientistas chineses afirmam que o vírus provavelmente foi transmitido de um animal para os humanos em um mercado que vendia animais vivos em Wuhan. Mas a existência do laboratório alimenta as especulações de que o vírus saiu deste local.

Horas antes do desmentido, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a China e advertiu que o país poderia enfrentar "consequências se foi intencionalmente responsável" pela propagação do vírus, detectado em dezembro em Wuhan.

Situado entre as colinas que cercam a cidade de Wuhan, onde surgiu o novo coronavírus, este laboratório de biotecnologia chinês se tornou o centro de uma controvérsia mundial.

De acordo com o jornal Washington Post, a embaixada dos Estados Unidos em Pequim, após várias visitas de funcionários ao instituto, alertou o governo americano em 2018 sobre as medidas de segurança aparentemente insuficientes em um laboratório que estudava os coronavírus procedentes de morcegos.

Neste domingo, a Austrália pediu uma investigação independente da resposta mundial à pandemia de COVID-19, incluindo a gestão da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a crise.

Além de Estados Unidos e Espanha, os principais países afetados pela pandemia são Itália (23.600 mortos), França (19.718) e Reino Unido (16.060).

- Páscoa ortodoxa confinada -

Em meio à pandemia, e uma semana depois de católicos, protestantes e judeus, mais de 260 milhões de ortodoxos celebraram neste domingo a Páscoa em condições excepcionais - mas em algumas regiões as igrejas abriram normalmente.

Em Belarus, o presidente, Alexander Lukashenko, que minimiza a gravidade da epidemia, visitou uma capela e criticou os que "cortaram o caminho dos fiéis para a igreja".

Na Geórgia, Ucrânia e Bulgária os fiéis também se reuniram para celebrar a Páscoa.

Na Romênia, Sérvia, Albânia e Macedônia do Norte, as igrejas permaneceram fechadas.

Em um discurso, o patriarca russo Kirill destacou "a terrível doença que afeta o nosso povo". A igreja está vazia, mas "estamos juntos, uma grande família de fiéis ortodoxos", disse Kirill.

O presidente russo, Vladimir Putin, não compareceu a uma missa, mas visitou a capela em sua residência na região de Moscou.

- "Responsável e progressivo" -

No sábado à noite, celebridades e estrelas da música de todo o mundo participaram em um megaconcerto transmitido pela internet. Rolling Stones, Taylor Swift, Annie Lennox, Elton John, Jennifer López, Celine Dion, Paul McCartney, Stevie Wonder e Billie Eilish cantaram diretamente de suas casas.

O evento, que recebeu o nome "One World: Together At Home" ("Um Mundo: Juntos em Casa"), teve curadoria de Lady Gaga e apoio da ONG internacional Global Citizen em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A iniciativa arrecadou 127,9 milhões de dólares, que serão destinados aos profissionais que lutam contra a pandemia de COVID-19.

O governo de Israel aprovou a flexibilização de algumas restrições a partir deste domingo, como parte do que chamou de plano "responsável e progressivo".

Especialistas ao redor do planeta estão preocupados porque o confinamento prolongado pode provocar problemas de saúde mental.

A OMS alertou que a pandemia está longe do controle, com dados constantes e aumentos no leste da Europa e no Reino Unido.

A África superou oficialmente a barreira de 1.000 mortes, 75% deltas na Argélia, Egito, Marrocos e África do Sul.

Apesar da pandemia, muitos eleitores do Mali saíram de casa para votar no segundo turno das eleições legislativas, em meio a muitas medidas de higiene.

Na América Latina, a pandemia já provocou 4.915 mortes e 98.202 casos positivos.


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