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Estado de Minas

Mais de 1.000 marinheiros dão positivo para COVID-19 em porta-aviões francês


postado em 17/04/2020 13:13

Um total de 1.081 marinheiros apresentou resultado positivo para a COVID-19 no porta-aviões "Charles de Gaulle" e no grupo aeronaval que o acompanha, de um universo de 2.300 pessoas - informou nesta sexta-feira (17) o ministério da Defesa.

"Foram realizados 2.010 testes e 1.081 marinheiros" deram positivo para o coronavírus até o momento, declarou a ministra da Defesa, Florence Parly.

Entre eles, "545 marinheiros apresentam sintomas e 24 estão hospitalizados" no hospital militar Sainte-Anne de Toulon, um dos quais em estado grave.

Os marinheiros que deram negativo estão em quarentena em um complexo militar. Nem todos os testes deram resultado.

Segundo a diretora do Serviço de Saúde do Exército (SSA), dra. Marilyne Gygax Généro, que compareceu à Comissão das Relações Exteriores, Defesa e Forças Armadas do Senado, todos os membros da tripulação foram submetidos a testes de diagnóstico.

Os dados anteriores relatavam 668 casos positivos.

"Somos e seremos transparentes", disse a diretora, citada em comunicado da comissão. "O contágio no porta-aviões é um evento absolutamente importante (...) Sem dúvida, haverá consequências a serem tiradas no final desta crise".

O presidente da comissão, Christian Cambon, disse que pedirá à ministra da Defesa, Florence Parly, testes de diagnóstico sistemáticos nas Forças Armadas antes de qualquer operação.

"Não é lógico que os militares não passem por testes antes de iniciarem uma missão, por sua segurança, mas também pela eficácia da operação", afirmou.

Segundo o comunicado, a diretora reconheceu que, atualmente, é impossível diagnosticar todas as unidades militares, assim como generalizar o uso das máscaras.

"O SSA responde na altura de seus meios, que não foram projetados para responder a uma situação nacional de saúde pública", acrescentou.

O porta-aviões nuclear chegou ao porto de Toulon (sul) no domingo, duas semanas antes do previsto.

A origem dos contágios é um enigma. A tripulação, em missão há três meses, não esteve em contato com o exterior desde uma escala em Brest (oeste), de 13 a 16 de março.


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