Jornal Estado de Minas

Desemprego aumenta nos EUA enquanto Trump tenta retomar a economia

Mais de 22 milhões de pessoas solicitaram o seguro-desemprego nos Estados Unidos em quatro semanas, enquanto o presidente Donald Trump é pressionado a apresentar seu plano de retomada da maior economia do mundo, paralisada pela pandemia de COVID-19.



Somente na última semana, os pedidos chegaram a 5,2 milhões, um número um pouco superior ao esperado pelos analistas, que estimaram cerca de 5 milhões de novos inscritos na semana de 5 a 11 de abril.

Embora os pedidos apresentados tenham sido quase 1,4 milhão a menos que na semana anterior, os dados ainda são desanimadores.

Na mesma semana do ano passado, apenas 203.000 pessoas solicitavam o benefício pela primeira vez, segundo o relatório do Departamento do Trabalho.

A economia americana, em expansão no início de 2020, sofreu uma queda acentuada que excedeu em alguns setores a registrada na Grande Recessão de 2009.

O consumo, que representa dois terços do PIB dos Estados Unidos, registrou uma forte queda, com as vendas no varejo caindo 8,7% em março em relação a fevereiro.

As construções residenciais em março caíram 22,3% em relação a fevereiro, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira.



Cerca de 1,2 milhão de casas e imóveis começaram a construção no mês passado, contra 1,5 milhão em fevereiro.

No entanto, o setor segue ativo desde 28 de março porque é considerado essencial nos Estados Unidos.

O fechamento de fábricas também atingiu a economia. A atividade industrial na região da Filadélfia (nordeste), um parâmetro-chave do setor, caiu em março para o nível mais baixo em 40 anos, de acordo com o Fed.

- Retomada -

Embora o pico do desemprego possa ter sido atingido, "os pedidos de subsídio permanecerão extraordinariamente altos nas próximas semanas, à medida que a economia entra em recessão", segundo analistas da Oxford Economics.

De olho em um segundo mandato, o presidente Donald Trump busca retomar a atividade econômica e reabrir as empresas.

Nesta quinta-feira, considerando que os Estados Unidos provavelmente já passaram pela pior fase da pandemia, Trump deve apresentar um plano para "retomar a economia".

"Vamos abrir os estados, alguns antes que outros", disse o presidente americano na quarta-feira, acrescentando a possibilidade de que, em alguns casos, a reabertura econômica comece antes de 1º de maio.



Pequenas e médias empresas dispõe de empréstimos para se manterem ativas e esgotaram os recursos federais com este fim, um total 350 bilhões de dólares, informou a agência que administra este programa (SBA) nesta quinta-feira.

A SBA não pode solicitar novos créditos para PMEs "com base nos recursos disponíveis", informou sua página na internet, enquanto uma ampliação do plano em 250 bilhões de dólares está em negociação entre o governo e o Congresso há uma semana.

Para os democratas, cláusulas devem garantir que os empréstimos serão distribuídos entre todas as empresas que tenham direito de solicitá-los. Também pretendem aprovar 250 bilhões de dólares adicionais para hospitais, estados e municípios.

O Federal Reserve anunciou nesta quinta-feira a possibilidade de fornecer mais recursos para que os bancos aumentem sua capacidade de empréstimos para PMEs.

Os Estados Unidos registraram nesta quinta-feira cerca de 31.000 mortes por coronavírus e 639.000 infecções, segundo a Universidade Johns Hopkins.