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Estado de Minas

Pesquisas avançam para encontrar um tratamento contra a COVID-19


postado em 07/04/2020 16:13

Os primeiros grandes estudos clínicos sobre um tratamento para a COVID-19 começarão a mostrar seus resultados nos próximos dias, afirmaram cientistas franceses, enquanto outros experimentos são lançados nesta corrida contra o tempo para conter a pandemia.

Para quando?

Com 1,35 milhão de casos confirmados e mais de 77.000 mortos em todo o mundo, o tempo é curto para encontrar um tratamento para a COVID-19, que também não tem vacina.

Se um dos tratamentos testados for "extremamente eficaz", este "pode vir à luz em poucas semanas", antes do fim de maio, estimou Gilles Bloch, responsável pelo Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França.

O plasma dos pacientes curados

Uma pista científica estudada na China, Estados Unidos e desde esta terça-feira na França baseia-se na transfusão do plasma sanguíneo de pessoas curadas, que desenvolveram anticorpos contra o novo coronavírus, para pessoas doentes.

Este método se mostrou eficaz em estudos de pequena escala contra outras doenças infecciosas, como o Ebola e o SRAS.

Cada doação de plasma poderia "salvar três ou quatro vidas", segundo Eldad Hod, especialista em transfusões que lidera este estudo no hospital Irving da Universidade Columbia, em Nova York.

Novo tratamento com um medicamento existente?

A prioridade científica é saber se os medicamentos já existentes podem ser eficazes.

Na Europa, o estudo Discovery, lançado em 22 de março em sete países como Espanha e França, verifica a eficácia de quatro tratamentos: o antiviral remdesivir, a associação lopinavir/ritonavir, estes dois retrovirais combinados com interferon beta, e a hidroxicloroquina, derivada da cloroquina, usado contra a malária.

Os primeiros resultados são esperados esta semana, de acordo com os Hospitais Civis de Lyon na França, onde trabalha a infectologista que comanda o estudo, Florence Ader.

Para conter a "tempestade inflamatória" vista nas formas graves da doença, os pesquisadores também tentam outros tratamentos, como os anticorpos monoclonais.

Estes são criados com ratos geneticamente modificados para dar-lhes um sistema imunológico "humanizado". Expostos a vírus vivos ou atenuados, produzem anticorpos humanos, multiplicados posteriormente em laboratório.

Uma bolha de oxigênio marinho?

Para aliviar os problemas respiratórios dos pacientes e melhorar a oxigenação dos tecidos, dois hospitais parisienses exploram desde sábado uma pista original: injetar uma solução produzida a partir da hemoglobina de um verme marinho, capaz de transportar 40 vezes mais oxigênio que os humanos.

Esse produto, da empresa Hemarina, será administrado primeiramente em dez pacientes em estado grave para verificar sua tolerância.

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