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Estado de Minas

EUA pede explicações ao Irã pela morte de ex-agente do FBI


postado em 26/03/2020 19:25

As autoridades dos Estados Unidos consideraram nesta quinta-feira (26) "provável" que o americano Robert Levinson, desaparecido desde 2007 no Irã, tenha morrido e pediu explicações sobre o que aconteceu com o ex-agente do FBI em Teerã.

"À medida que a investigação continua, acreditamos que Bob Levinson provavelmente morreu há muito tempo", escreveu no Twitter Robert O'Brien, conselheiro de segurança nacional do presidente Donald Trump.

Teerã, entretanto, informou nesta quinta-feira que "não sabia" onde Levinson estava, e disse que havia deixado o Irã "anos atrás".

A família do ex-agente americano disse na quarta-feira que ele morreu "enquanto estava sob custódia" no Irã.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, elogiou na quinta-feira a decisão da família de "compartilhar corajosamente com o mundo a dolorosa conclusão de que Bob morreu enquanto estava sob custódia dos iranianos".

É a primeira vez que Washington fala claramente da probabilidade de sua morte.

Sem acusar diretamente o Irã da morte do americano, a Casa Branca pediu ao governo iraniano que forneça "um relatório completo sobre o que aconteceu com Bob Levinson" e exortou a República Islâmica a "libertar todos os americanos que permanecem presos injustamente no país".

O governo dos Estados Unidos mencionou em 2016 a possibilidade de Levinson não estar no Irã.

Se a morte de Robert Levinson, considerado o refém mais antigo da história americana, for confirmada oficialmente, as relações já tensas entre os Estados Unidos e a República Islâmica poderão piorar.

Levinson é um dos muitos americanos que desapareceram no Irã, mas seu caso foi um dos mais desconcertantes, e sua esposa e sete filhos esperavam até agora que ele ainda estivesse vivo.

O ex-agente do FBI desapareceu em março de 2007 na ilha de Kish, uma área de livre comércio do Irã, enquanto investigava a adulteração de cigarros.

Mas o Washington Post informou em 2013 que Levinson, que havia se aposentado do FBI, estava trabalhando para a agência de inteligência americana CIA e tinha ido em uma missão para coletar informações sobre o Irã.


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