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Estado de Minas

Aos 38 anos, Gatlin adia aposentadoria para competir em Tóquio


postado em 25/03/2020 21:25

Após o adiamento até 2021 dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, o veterano velocista americano Justin Gatlin declarou nesta quarta-feira que vai prorrogar sua carreira por mais um ano para poder competir no evento.

O campeão olímpico dos 100 metros de 2004 havia antecipado que encerraria sua carreira após os Jogos e, um dia depois de terem sido adiados devido à pandemia do Covid-19, Gatlin disse que agora planeja continuar correndo até 2021.

"O objetivo será competir nos Jogos Olímpicos de Verão de 2021", confirmou o jogador de 38 anos à TMZ Sports.

"Acho que muitas pessoas pensam que o tempo está contra mim ou contra atletas mais velhos nessa situação, mas isso está longe da verdade", disse Gatlin.

O atleta disse que encontrou inspiração no astro de futebol americano Tom Brady, o jogador de maior sucesso da NFL, que aos 42 anos começou um novo desafio assinando por várias temporadas pelo Buccaneers de Tampa Bay após duas décadas de sucesso no New England Patriots.

"Todas essas notícias de Tom Brady que aparecem agora me dão muita esperança de dizer 'talvez um Justin Gatlin de 40 anos na pista não seja tão louco'", disse o atleta.

"Não haverá muita diferença entre ter 38 ou 39 anos. Mas eu sempre dizia 'não correrei até os 40 anos'. Era tão difícil para mim não correr até os 40. E agora parece que estou chegando perto dos 40 e vou continuar correndo", afirmou ele.

A carreira de Gatlin foi marcada por vários escândalos de doping. O americano sofreu duas suspensões, uma das quais durou quatro anos e o impediu de participar dos Jogos de Pequim de 2008.

Quase uma década depois, ele venceu os 100 metros no Mundial de Londres de 2017 à frente de Usain Bolt e fazia parte da equipe de revezamento 4x100m que conquistou a medalha de ouro no Mundial de Doha em 2019.


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