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Estado de Minas

Coronavírus volta a afundar as bolsas


postado em 23/03/2020 15:55

Anúncios do Federal Reserve dos EUA, que disponibilizou US$ 300 bilhões para "apoiar o fluxo de crédito para empregadores, consumidores e empresas", retardaram um pouco o declínio brutal nos mercados de ações europeus nesta segunda-feira, mas não foram suficiente para Wall Street abrir em alta.

A Bolsa de Nova York caia às 12H40 desta segunda-feira, com o Dow Jones perdendo 4,52% e o Nasdaq 3,08%.

Por sua vez, as bolsas de valores europeias, abaladas pela incerteza sobre o plano econômico dos Estados Unidos para lidar com o coronavírus e por avisos de resultados negativos de grandes empresas, fecharam no vermelho.

O CAC-40 em Paris caiu 3,32%, o Dax 30 em Frankfurt 2,10%, o FTSE-100 em Londres 2,19% e Milão 3,79%. Em Madri, o IBEX-35 caiu 3,31.

O índice Ibovespa mostrou volatilidade pela manhã, com perdas que oscilaram entre 2,5% e 4,5%, mas às 12H41 a tendência negativa se acentuou e a queda chegou a 7,08%.

"O aprofundamento da crise da saúde" e "a ausência de um plano de ajuda americano" tiveram uma influência muito negativa no início do dia, resumiu David Madden, analista da CMC Markets. As ações asiáticas fecharam antes dos anúncios do Fed com um declínio acentuado, com exceção de Tóquio.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 4,4%, enquanto em Sydney a Bolsa caiu 5,6% e em Wellington 7,6%, respondendo à decisão da Nova Zelândia de decretar confinamento geral.

Em Singapura, o mercado de ações caiu 7,5% e em Seul, 5,5%.

Em Xangai, foram registradas perdas de 3,11% e na China a bolsa de valores de Shenzhen caiu 4,26%.

A Bolsa de Tóquio foi uma exceção e fechou no positivo graças ao iene fraco e ao SoftBank Group, que anunciou um plano ambicioso para ceder ativos e comprar ações.

O euro, por sua vez, ganhou temporariamente 1,0% em relação ao dólar, após os anúncios do Fed, apesar de o dia ter começado no ponto mais baixo em relação ao dólar norte-americano em três anos.

Àa 13h30, o barril de Brent do mar do Norte para entrega em maio estava 25,83 dólares em Londres, um recuo de 4,26% em relação ao fechamento de sexta-feiraa. Em Nova York, o barril WTI para maio, caiu 1,68%, a 22,25 dólares.

O mercado da dívida estabilizou-se com movimentos limitados, tanto na Europa como nos Estados Unidos.

"Essas quedas rápidas e sem precedentes ilustram a velocidade com que passamos de um pequeno medo pela saúde pública para uma recessão global", disse Stephen Innes, analista da AxiCorps.

Os mercados também foram atingidos por alertas de lucros negativos de grandes empresas, como a petrolífera francesa Total ou a fabricante de aeronaves europeia Airbus.

A companhia Singapur Airlines também anunciou que deixará a maior parte de sua frota em terra até abril e disse que está lutando para sobreviver.

Segundo Tangi Le Liboux, "continuamos a pensar que os mercados ainda não atingiram seu ponto mais baixo, mas não podemos dizer se o declínio continuará ou se os mercados se estabilizarão pelo menos temporariamente" com um acordo nos Estados Unidos.


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