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Estado de Minas

Justiça britânica examina pedido de extradição de Assange aos Estados Unidos


postado em 24/02/2020 08:51

Reclamado pela justiça americana por ter vazado centenas de milhares de documentos confidenciais, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, tenta convencer a justiça britânica a partir desta segunda-feira a rejeitar a extradição para os Estados Unidos.

Personagem polêmico, o australiano de 48 anos declarou em uma audiência preliminar que se negava a "submeter-se a uma extradição por um trabalho jornalístico que recebeu muitos prêmios e protegeu muitas pessoas". Ele poderia ser condenado a até 175 anos de prisão nos Estados Unidos.

Em um primeiro momento, ele foi acusado de hackear, mas em maio do ano passado a justiça americana apresentou 17 acusações adicionais com base na lei antiespionagem. As pessoas que apoiam Assange denunciam que as acusações representam um grave perigo para a liberdade de imprensa.

A justiça dos Estados Unidos o acusa principalmente de ter colocado em perigo algumas de suas fontes ao publicar, no Wikileaks em 2010, 250.000 telegramas diplomáticos e meio milhão de documentos confidenciais sobre as ações do exército americano no Iraque e no Afeganistão.

Agora, a justiça britânica precisa determinar se a demanda de extradição respeita vários critérios legais e, sobretudo, se não é desproporcional ou incompatível com os direitos humanos.

Julian Assange comparecerá durante toda a semana ao tribunal de Woolwich Crown Court, perto da prisão de Belmarsh, ao sudeste de Londres.

Após esta semana, as audiências serão retomadas em 18 de maio, durante três semanas. A decisão pode ser objeto de recurso.

Assange está detido na penitenciária de segurança máxima de Belmarsh desde que foi expulso da embaixada de Equador há 10 meses.


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