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Estado de Minas INTERNACIONAL

Encontro em Berlim discute conflito na Líbia


postado em 19/01/2020 15:10

Líderes de países que estão em ambos os lados do conflito na Líbia se encontram em Berlim neste domingo (19) para discutir uma solução. No entanto, as perspectivas foram obscurecidas pela retomada dos bombardeios em Trípoli, de acordo com oficiais líbios.

Líderes seniores de Turquia, Rússia, Egito e dos Emirados Árabes Unidos, em conjunto com Estados Unidos, Itália, China e França, estiveram presentes na reunião. Os líderes dos dois lados do confronto na Líbia não devem se encontrar.

O esboço de um comunicado conjunto que a Alemanha espera que seja assinado ao final do encontro, ao qual o The Wall Street Journal teve acesso, inclui uma longa lista de itens, que vão da necessidade de lutar contra o terrorismo ao compromisso de respeitar um embargo existente da Organização das Nações Unidas (ONU) a armas. O texto inclui poucos detalhes sobre o que os governos da região fariam para reforçar o embargo.

Em uma decepção para algumas delegações, a facção liderada pelo General Khalifa Haftar cortou metade da produção diária de petróleo da Líbia apenas um dia antes do início da conferência. A ação do grupo vem após um esforço em vão de Moscou na última semana para convencer os dois lados a assinar uma trégua.

Os conflitos duram cerca de nove meses, e começaram quando Haftar, ex-comandante do Exército líbio que lidera uma facção no leste do país, atacou Trípoli, cidade que é controlada pelo governo do primeiro-ministro Fayez al-Sarraj, apoiado pela ONU. Haftar é apoiado pela Rússia, ao passo em que a Turquia recentemente enviou tropas para dar suporte a Sarraj.

As duas facções em conflito iniciaram as tratativas para um cessar-fogo em 12 de janeiro, mas o governo acusou as forças lideradas por Haftar de violarem repetidamente o tratado, inclusive em um ataque aéreo na cidade de Abu Grein no dia 18, e em um bombardeio à capital que atingiu uma unidade de armazenamento de petróleo neste domingo.

As batalhas mergulharam o país do Norte da África em uma de suas piores crises desde a queda do ex-líder Muammar Kadafi, em 2011. Desde aquele ano, uma série de crises na Líbia paralisaram o cenário político do país.


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