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Estado de Minas

Guiné Bissau votou para eleger presidente


postado em 29/12/2019 15:01

Os eleitores da Guiné-Bissau votaram neste domingo no segundo turno das eleições presidenciais, na esperança de que o novo governo consiga responder às necessidades de uma das populações mais pobre do mundo.

Abertas desde 7h da manhã (GMT e locais), os pontos de voto tiveram um fluxo constante no início do dia e estavam desertos quando as urnas começaram a fechar, às 17h.

Em um escritório próximo à Presidência, a contagem de votos começou sob controle rigoroso, a apenas alguns passos de onde a cabine de votação foi instalada, observou um jornalista da AFP, embora os primeiros resultados oficiais estejam planejados para ser divulgados no início da semana.

Os quase 700.000 eleitores dessa ex-colônia portuguesa da África Ocidental vão escolher entre o líder do partido principal do país, Domingos Simões Pereira, e um dissidente dessa formação, Umaro Sissoco Embalo.

Ambos ocuparam o cargo de primeiro-ministro no passado.

"Espero que o resultado seja a expressão da vontade do povo guineense e que, a partir daí, possamos construir harmonia nacional para que nosso país possa decolar e crescer", disse Pereira depois de votar nos arredores de Bissau.

Mais cedo, Embalo havia dito que a ida às urnas era a "única forma de salvar Guiné Bissau de 46 anos de infortúnio desde a independência", declarou à AFP.

A votação ocorreu normalmente e sem incidentes em todo o país, disse a porta-voz da Comissão Eleitoral, Felisberta Vaz Moura, à AFP.

Mais de um terço da população do país vive com menos de um dólar por dia.

Desde sua independência em 1974, o país conheceu poucos momentos de estabilidade.

Quatro golpes, uma série de tentativas e várias quedas de governo abalaram sua história recente.


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