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Estado de Minas

Novos confrontos entre manifestantes e policiais na Índia


postado em 20/12/2019 06:13

Policiais e manifestantes se enfrentaram nesta sexta-feira na cidade de Lucknow, norte da Índia, em um novo protesto contra uma polêmica lei de cidadania que deixou três mortos nas últimas horas.

Três pessoas foram mortas a tiros na quinta-feira, o que eleva o balanço a nove vítimas fatais desde o início das manifestações na semana passada.

A lei que motivou os protestos concede cidadania a refugiados do Afeganistão, Paquistão e Bangladesh, mas apenas para os que não são muçulmanos.

Estas são as manifestações mais importantes desde a chegada ao poder em 2014 do governo nacionalista hindu do primeiro-ministro Narendra Modi.

Em muitas cidades do país de 1,3 bilhão de habitantes as autoridades proibiram qualquer tipo de protesto.

Nesta sexta-feira, os confrontos aconteceram em Lucknow, capital do estado de Uttar Pradesh (norte), onde centenas de pessoas foram detidas quando pretendiam organizar uma manifestação.

As forças de segurança agrediram a multidão com cassetetes e utilizaram gás lacrimogêneo.

Na quinta-feira, um manifestante morreu ao ser atingido por tiros na mesma cidade, segundo uma fonte médica que pediu anonimato.

A polícia negou ter utilizado armas de fogo, mas o pai da vítima declarou ao jornal Times of India que seu filho foi atingido por tiros quando se viu no meio de uma manifestação ao sair para fazer compras.

As forças de segurança também atiraram contra a multidão na quinta-feira em Mangalore (sul) para dispersar um protesto de 200 pessoas e mataram dois manifestantes, afirmou à AFP o porta-voz da polícia local, Qadir Shah.

Quatro pessoas foram hospitalizadas por ferimentos provocados por tiros.

"Seguiam para o bairro mais movimentado de Mangalore. Isto provocou um confronto. Depois usaram gás lacrimogêneo. Mas como os manifestantes não pararam, a polícia teve que atirar", disse o porta-voz.

A nova lei não afeta diretamente os indianos de confissão muçulmana, mas eles temem uma discriminação após cinco anos de governo nacionalista hindu.


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