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Estado de Minas

Democratas iniciam debate nos EUA unidos contra Trump


postado em 20/12/2019 00:43

Os pré-candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos iniciaram na noite desta quinta-feira seu sexto debate, no qual deixaram claro sua união contra o presidente republicano, Donald Trump, um dia após a Câmara aprovar seu impeachment.

"Precisamos restaurar a integridade da presidência", afirmou o líder nas pesquisas entre os debatedores, o ex-vice-presidente Joe Biden, que acusou Trump de denegrir o cargo.

Dos 15 pré-candidatos ainda em disputa, apenas sete cumpriram os requisitos para estar no debate hoje, na Universidade de Loyola Marymount, em Los Angeles.

Segundo a última média de pesquisas feita pelo site RealClearPolitics (RCP), Biden mantém a liderança da corrida, com 27,9%, seguido pelo senador Bernie Sanders (19,7%) e pela senadora Elizabeth Warren (15%).

O prefeito de South Bend, Pete Buttigieg, que despontou no debate anterior com suas propostas moderadas e sua desenvoltura midiática, encontra-se em quarto lugar com 8,6%. Em quinto, aparece o magnata e ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, que se somou há menos de um mês à disputa e tem 5,1% das intenções de voto.

Sanders criticou o governo Trump como "o mais corrupto da história moderna do país" e afirmou que o presidente vendeu as famílias da classe trabalhadora.

Apesar dos ataques contra Trump, alguns candidatos optaram por um tom mais otimista, diante do cansaço de muitos eleitores com o briga política nos Estados Unidos.

"O que vai acontecer em 2020 depende de nós", disse Buttigieg. "Esta é a nossa oportunidade de não nos deixarmos levar pela impotência".

O debate ocorre 45 dias antes do início das primárias, em 3 de fevereiro, em Iowa, quando começa um longo processo que terminará no meio do ano com a Convenção do Partido Democrata.

Neste processo, no qual à medida que os estados vão votando os diferentes candidatos vão somando delegados, são muito importantes os resultados nos primeiros a votar. Em Iowa, Buttigieg sai na frente com 22,5%, seguido de Sanders (19,3%) e de Biden (18%).

No próximo estado a votar, New Hampshire, a tendência se inverte, e Sanders é o favorito, com 19%. Atrás dele, estão Buttigieg (17,7%) e Biden (14%).

Um dia antes do debate, a Casa Branca apresentou um plano para permitir a importação de medicamentos a preços mais baixos do Canadá e de outros países, abordando um dos temas centrais na campanha: o custo da saúde e os problemas no acesso.

Nos debates anteriores, abriu-se um fosso entre os pré-candidatos do eixo mais de centro, representado por Biden e pelo prefeito Buttigieg, e os que se apresentam como mais progressistas, como Warren e Sanders.

Estes dois últimos defendem um plano de cobertura universal Medicare para Todos, enquanto o ex-vice-presidente de Barack Obama e Buttigieg preferem manter as seguradoras privadas.

"Alguma vez você pulou uma dose de remédio, porque não podia pagar", disse Sanders ontem, depois que surgiram vários casos de pessoas que morreram por não poder pagar a insulina, ou outros medicamentos.

O principal capital de Biden, 77 anos, é sua experiência e sua promessa de que, se for eleito, o país voltará à normalidade, deixando para trás a polarização da era Trump. Com estas credenciais, Biden parece estar mantendo o apoio dos trabalhadores e das comunidades negras.

"Espero ansiosamente para o debate amanhã e discutir como vamos fortalecer nossos sindicatos e como construir uma classe média inclusiva", tuitou o ex-vice de Obama.


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