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Estado de Minas

Trípoli quer 'aplicar' o acordo militar assinado com a Turquia


postado em 19/12/2019 18:49

O governo do Acordo Nacional da Líbia (GNA), reconhecido pelas Nações Unidas e com sede em Trípoli, votou nesta quinta-feira a "aplicação" de um acordo de cooperação militar e de segurança recentemente assinado com a Turquia, abrindo caminho para uma intervenção mais direta de Ancara na Líbia.

O conselho de ministros "aprovou por unanimidade a aplicação do memorando de entendimento sobre cooperação e segurança militar entre o GNA e o governo turco, assinado em 27 de novembro", afirmou o governo.

O GNA, que se reuniu na presença de oficiais militares, não deu detalhes sobre os termos do acordo ou da assistência que Ancara poderia fornecer às forças do partidárias do grupo, que enfrentam um ataque do exército rival do marechal Khalifa Haftar desde abril, que tenta conquistar a capital da Líbia.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse em 10 de dezembro que seu país estava disposto a enviar tropas para a Líbia para apoiar o GNA de Fayez Al Sarraj, de acordo com os termos do acordo assinado por ambas as partes.

Já as forças de Haftar contam com o apoio dos Emirados Árabes Unidos e do Egito, dois rivais regionais de Ancara.

O presidente egípcio Abdel Fatah Al Sisi reagiu na terça-feira à aproximação entre o GNA e Ancara, criticando qualquer intenção de controle da Líbia.

"Não deixaremos ninguém controlar a Líbia. [...] É uma questão de segurança nacional do Egito", disse Al Sisi, citado por vários meios de comunicação estatais.

As tropas do marechal Haftar, que esperavam obter uma rápida vitória em Trípoli, ainda não conseguiram entrar na capital, depois de mais de oito meses de ofensiva. Suas tropas enfrentam a feroz resistência de vários grupos armados no oeste da Líbia.

O conflito já deixou de mil mortos e desalojou mais de 140 mil pessoas, segundo a ONU.


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