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Estado de Minas

Antes de Trump, três presidente enfrentaram o impeachment


postado em 18/12/2019 13:49

Antes de Donald Trump, três outros presidentes dos Estados Unidos enfrentaram procedimentos de julgamento político. Nenhum deles foi destituído, e Richard Nixon renunciou antes para não ser submetido ao "impeachment".

- 1868: Johnson se salva por um voto -

O impulso do presidente democrata Andrew Johnson para a reconstrução após a Guerra Civil americana, inclusive pela reintegração dos estados do Sul à União, colocou-o em conflito com o Congresso.

O Congresso vetou toda sua legislação, incluindo os "Códigos Negros", leis racistas votadas por representantes do Sul.

Em um beco sem saída, Johnson demitiu seu secretário de guerra, levando o Congresso a iniciar um processo de destituição, o primeiro da história dos Estados Unidos.

Em 24 de fevereiro de 1868, a Câmara de Representantes votou 11 acusações para o julgamento político, em particular por sua tentativa de substituir um titular nomeado pelo Senado.

Após um julgamento de várias semanas, em maio, o Senado ficou a um voto da maioria de dois terços necessária para a condenação.

Johnson permaneceu no cargo, mas perdeu a disputa dentro de seu partido para concorrer às próximas eleições, entrando no Senado cinco anos depois.

- 1974: Nixon renuncia antes de julgamento político -

Durante a campanha de reeleição do presidente republicano Richard Nixon em 1972, intrusos entraram na sede democrata no edifício Watergate, em Washington, para roubar documentos.

A operação foi um fracasso. Os ladrões foram pegos, e o escândalo foi revelado nas famosas reportagens investigativas do jornal "The Washington Post".

Nixon tentou acobertar sua participação. Em 24 de julho de 1974, porém, a Suprema Corte dos Estados Unidos ordenou que ele entregasse gravações clandestinas de suas conversas particulares no Salão Oval, o que forneceu provas de que ele e seus principais conselheiros haviam participado de um encobrimento elaborado do crime.

Em 30 de julho, o Comitê Judiciário da Câmara aprovou três acusações para o impeachment: obstrução de justiça, abuso de poder e tentativa de impedir o processo de impeachment, desafiando as citações do comitê para reunir evidências.

Antes que as acusações pudessem ser consideradas pela Câmara de Representantes, que certamente teria votado por seu impeachment, Nixon renunciou em 9 de agosto.

- 1999: Clinton absolvido -

Em 1998, o presidente democrata Bill Clinton negou, sob juramento, um relacionamento sexual com Monica Lewinsky, uma ex-estagiária da Casa Branca com quase metade da sua idade.

De início, Lewinsky também negou qualquer relacionamento inapropriado, mas depois reconheceu ter tido um "affair" com o presidente. Clinton também acabou admitindo o caso. Isso levou a pedidos de julgamento político por prestar juramento e tentar esconder o assunto.

De 12 a 13 de dezembro de 1998, o Comitê Judiciário da Câmara, votando quase exclusivamente segundo as divisões partidárias, aprovou quatro acusações para o julgamento político: duas por perjúrio, uma terceira por obstrução da justiça, e uma quarta, por abuso de poder.

Em 19 de dezembro, a Câmara de Representantes votou pela destituição com base em apenas duas acusações: perjúrio perante um grande júri e obstrução de justiça.

Na plenária do Senado em 12 de fevereiro de 1999, contudo, os 45 senadores democratas se uniram contra os 55 republicanos para bloquear a votação de dois terços dos membros da Casa, necessária para sua condenação.

Bill Clinton permaneceu no cargo até o final de seu mandato em 2001.


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