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Estado de Minas FRANÇA

Greve compromete férias de fim de ano


postado em 15/12/2019 04:00


 
 
Dez dias de greve dos transportes na França e a perspectiva de um Natal sem trens ou metrô, além dos aeroportos em colapso, preocupam os cidadãos e o governo, que deseja se reunir com os sindicatos para conversar sobre a polêmica reforma da Previdência.
 
Ontem, entre 25% e 30% dos trens de alta velocidade e regionais estavam em operação no país. Em Paris, nove linhas de metrô estavam fechadas, de um total de 16, e pouco mais da metade dos ônibus estava em circulação. A situação deve permanecer igual hoje e os serviços de transporte na capital serão muito afetados pelo movimento de protesto amanhã.
 
A apenas 10 dias do Natal, o governo, os sindicatos e os moradores não sabem até quando a greve deve prosseguir e de que maneira a situação pode ser desbloqueada. Se o movimento continuar, a paralisação pode colocar em risco as férias de dezenas de milhares de pessoas, pois serão necessários vários dias para recuperar a normalidade nos transportes. “Metade dos passageiros terá trens para as festas de fim de ano”, informou a SNCF, a empresa nacional de trens.
 
O governo pediu aos diretores da empresa que elaborem um plano para informar quais viagens serão mantidas e quais serão canceladas, para que os cidadãos possam organizar suas agendas.
Os sindicatos rejeitaram durante a semana a ideia de uma “trégua de Natal”. “Se o governo quer que o conflito termine antes das festas, resta uma semana para tomar a boa decisão, optar pelo senso comum e retirar a reforma da Previdência”, disse Laurent Brun, secretário-geral do sindicato CGT-Ferroviários, o mais importante da SNCF. “Para que os trens circulem, o governo tem que enviar uma mensagem positiva”, corroborou Roger Dillenseger, do sindicato UNSA-Ferroviários.
 
Ontem, ocorreram protestos em várias cidades da França, como Estrasburgo, Lyon e Rennes. Para terça-feira, os sindicatos convocaram grandes manifestações em todo o país, com a participação de funcionários públicos, estudantes, profissionais da área da saúde, advogados, professores e juízes.
Na semana passada, o governo e os professores chegaram a um acordo para um aumento salarial, o que custará ao Estado quase 10 bilhões de euros, mas até o momento não foi definido quando a mudança entrará em vigor.
 
A greve contra a reforma da Previdência começou em 5 de dezembro. Os sindicatos não aceitam a proposta do governo de criar um sistema universal de aposentadoria por pontos, reunindo os trabalhadores do sistema público e privado. O anúncio de detalhes do projeto de reforma, feito na última quarta-feira pelo primeiro-ministro Edouard Philippe, acirrou ainda mais os sindicatos. Eles são contrários à ideia do governo de estabelecer em 64 anos (dois a mais do que o estabelecido pela lei) a idade para a aposentadoria na França.


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