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Estado de Minas

Ex-presidente colombiano nega financiamento da Odebrecht a sua campanha


postado em 11/12/2019 20:37

O ex-presidente da Colômbia Juan Manuel Santos negou nesta quarta-feira, perante o órgão de fiscalização eleitoral do país, que a construtora brasileira Odebrecht tenha financiado sua campanha à reeleição em 2014.

Após a audiência com os magistrados do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o Prêmio Nobel da Paz, que governou entre 2010 e 2018, disse à imprensa que "não há uma única prova de que esses fundos entraram na campanha".

"Jamais participei de qualquer reunião com Odebrecht na qual se tenha tocado no tema do financiamento da minha campanha, jamais", acrescentou.

A legislação colombiana proíbe que empresas estrangeiras financiem campanhas políticas. O CNE, por sua parte, estabelece sanções administrativas a partidos e movimentos, como multas ou cancelamento de registros.

A entidade de fiscalização eleitoral apresentou como motivo do questionamento o depoimento do empresário Andrés Sanmiguel, que garante ter recebido dinheiro da Odebrecht que foi repassado à campanha de Santos.

O ex-presidente também é investigado por recebimento de verbas da Odebrecht para campanha presidencial pela Comissão de Investigação e Acusações da Câmara de Representantes.

"Tenho a certeza de que a Comissão de Acusações e o Conselho Nacional Eleitoral, agindo na lei, arquivarão essas investigações preliminares", disse Santos, que acredita que as alegações têm "uma clara intenção política".

Os ex-presidentes Andrés Pastrana (1998-2002) e Álvaro Uribe (2002-10), adversários de Santos, apresentaram uma denúncia à CNE em agosto de 2017 na mesma direção e é por isso que foram chamados para testemunhar na comissão, que investiga aqueles que já ocuparam a chefia do Executivo.

A investigação começou após o ex-senador Bernardo Miguel Elías, que já foi aliado de Santos, afirmar em entrevista que participou da operação para direcionar recursos da Odebrecht para a campanha de reeleição.

Em fevereiro de 2018, a Corte Suprema de Justiça condenou Elías a seis anos e oito meses de prisão pelo escândalo de recebimento de suborno multinacional.

Além disso, o ex-gerente da campanha de Santos em 2014, Roberto Prieto, foi condenado em maio a cinco anos de prisão por receber dinheiro da construtora.

A procuradoria denunciou a construtora brasileira, mergulhada em um escândalo internacional de corrupção, por entregar milhões em subornos em troca de contratos de infraestrutura na Colômbia e por desviar dinheiro de obras públicas para fins eleitorais nos governos de Uribe e Santos.


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