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Estado de Minas

Kim Jong Un supervisionou teste de "lançador de mísseis"


postado em 29/11/2019 06:07

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, supervisionou na quinta-feira um novo teste de um "lançador múltiplo de mísseis de grandes dimensões", informou a agência oficial KCNA, insinuando que pode ter sido o último de este tipo.

A Coreia do Norte disparou na quinta-feira, Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, "dois projéteis não identificados", de acordo com Seul, no momento em que as negociações nucleares entre Pyongyang e Washington estão paralisadas.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, afirmou que os disparos de mísseis balísticos representam um "grave desafio" para a comunidade internacional.

A KCNA publicou fotos de Kim Jong Un, sorridente, durante o teste, diante dos aplausos dos soldados.

Outra foto mostra um dos foguetes subindo em meio às chamas procedentes de um sistema de lançamento.

O teste, destinado a avaliar as capacidades do sistema, "demonstrou a superioridade militar e técnica deste sistema de armas e sua sólida confiabilidade", afirmou a KCNA, acrescentando que Kim Jong Un expressou "sua profunda satisfação".

Esta frase sugere que o teste representa um grande avanço em comparação com o de setembro, quando a agência norte-coreana afirmou que ainda era necessário testar alguns pontos.

O líder norte-coreano garantiu que "este ano o desenvolvimento e aperfeiçoamento de muitas armas e equipamentos de alto rendimento para o exército", acrescentou a KCNA.

Os termos usados pela agência de notícias também sugerem que o teste "poderia ser o último" de um grande lançador de mísseis múltiplos, explicou Rachel Minyoung Lee, analista do NK News, um site americano com sede em Seul que divulga informações e análises sobre Coreia do Norte.

"A Coreia do Norte tem armas suficientes para realizar testes este ano e em 2020, se deseja", completou.

Este foi o quarto teste de um lançador múltiplo de mísseis de grandes dimensões desde agosto.

Pyongyang também disparou outros projéteis nos últimos meses para pressionar Washington.

Após a grande distensão registrada em 2018 na península, as negociações entre Estados Unidos e Coreia do Norte estão paralisadas desde o fiasco da segunda reunião em Hanói em fevereiro entre Donald Trump e Kim Jong Un.


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