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Estado de Minas

Coalizão liderada por sauditas liberta 200 huthis prisioneiros no Iêmen


postado em 26/11/2019 19:01

A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen anunciou nesta terça-feira (26) a libertação de 200 rebeldes huthis, como parte dos esforços negociadores para pôr um fim ao conflito.

O anúncio foi recebido positivamente por uma autoridade rebelde.

A operação também inclui a autorização para que os prisioneiros que precisarem de assistência médica possam deixar o país usando o aeroporto de Sanaa, que está fechado para voos comerciais desde 2016, anunciou o porta-voz da coalizão, Turki Al Maliki.

Esta evacuação será realizada "em cooperação com a Organização Mundial da Saúde" (OMS), afirmou o porta-voz, citado pela agência oficial de notícias saudita SPA.

Os rebeldes huthis, provenientes do norte do Iêmen e apoiados pelo Irã, se apoderaram da capital, Sanaa, em 2014. Apenas voos da ONU e de organizações humanitárias estão autorizados no aeroporto da capital.

O anúncio da coalizão militar ocorre após uma redução clara dos ataques liderados pelos rebeldes contra a Arábia Saudita, uma tendência saudada pelo emissário da ONU no Iêmen, Martin Griffiths.

No começo de novembro, um encarregado saudita anunciou a abertura de um canal de negociação com os huthis para pôr um fim à guerra.

"Comemoramos a decisão anunciada pela coalizão e os chamamos a pôr um fim à tortura e aos abusos até que todos os presos sejam libertados", reagiu Mohammed Ali al Huthi, alto funcionário da direção política dos rebeldes.

Na segunda, oito rebeldes morreram em ataques aéreos da coalizão em Hodeida (oeste), segundo autoridades locais.

Os iemenitas aceitaram trocar 15.000 presos no âmbito de um acordo assinado em 2018 na Suécia sob os auspícios da ONU, cujas medidas não tinham sido concretizadas.

A coalizão libertou oito presos huthis em janeiro e os rebeldes libertaram 290 combatentes da coalizão em setembro.

A guerra no Iêmen matou, segundo várias organizações humanitárias, dezenas de milhares de pessoas, a maioria civis, desde a intervenção em 2015 da Arábia Saudita e seus aliados.

Segundo a ONU, 3,3 milhões de pessoas continuam deslocadas e 24,1 milhões, mais de dois terços da população, precisam de assistência, no que a organização chama com frequência de pior crise humanitária em curso no mundo e denuncia "crimes de guerra" cometidos por todas as partes.


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