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Estado de Minas

Ex-líderes socialistas são condenados por corrupção na Espanha


postado em 19/11/2019 11:25

Dezenove ex-líderes socialistas da Andaluzia (sul) foram condenados nesta terça-feira (19) em um dos maiores escândalos de corrupção da Espanha moderna, no momento em que o líder do PSOE, Pedro Sánchez, negocia para tentar ser designado presidente do Governo.

Em sua decisão, o Tribunal Provincial de Sevilha determinou seis anos de prisão por peculato e 15 anos de inelegibilidade para o ex-presidente regional da Andaluzia José Antonio Griñán (2009-2013).

Também determinou nove anos de inelegibilidade para seu antecessor Manuel Chaves (1990-2009), líder histórico do socialismo espanhol moderno e um ex-ministro.

O Tribunal Provincial de Sevilha proferiu uma decisão que era esperada nesse megaescândalo que envolve a malversação de centenas de milhões de euros de ajuda pública, proveniente de um fundo para desempregados e empresas em crise.

Os eventos duraram uma década, entre 2000 e 2010, e giram em torno da administração de um fundo público dotado de 854 milhões de euros, com o objetivo de financiar demissões coletivas de trabalhadores por empresas em dificuldade, os chamados Arquivos de Regulamento do Emprego (EREs).

No entanto, esse dinheiro foi concedido, "eliminando-se os mecanismos de controle legalmente estabelecidos", de acordo com o tribunal.

"Nenhum dos arquivos para a concessão de auxílio sociotrabalhista e comercial foi inspecionado", diz a decisão, que fala em "absoluta falta de controle" na gestão desses fundos.

A audiência condenou 19 dos 21 processados, em um caso cuja instrução começou no início de 2011 e resultou em um julgamento oral de um ano, entre dezembro de 2017 e dezembro de 2018.

Os réus podem apelar da sentença na Suprema Corte, em Madri.


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