Jornal Estado de Minas

Turquia acusa curdos de matar 11 milicianos sírios pró-turcos

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou nesta quinta-feira as forças curdas de matar 11 milicianos sírios apoiados por Ancara, o que viola os acordos que preveem uma zona de segurança no nordeste da Síria.

"Esta manhã, onze membros do Exército Nacional da Síria morreram como mártires", disse Erdogan em entrevista coletiva, referindo-se a grupos sírios que apoiam Ancara na ofensiva lançada contra os curdos na Síria no mês passado.

"E o número de mortos é maior do outro lado", disse o presidente.

"Os terroristas não param de atacar o Exército Nacional Sírio e, é claro, eles respondem ... Devemos ficar sem fazer nada quando atacam nossos militares ou o Exército Nacional Sírio? Não, temos que responder e até fazer mais do que responder" ele acrescentou.

Erdogan não deu detalhes sobre onde os combates ocorreram, mas o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) registrou altercações perto de Aín Issa, uma cidade síria localizada a 30 km da fronteira com a Turquia.

Há um mês, a Turquia lançou uma ofensiva no nordeste da Síria contra as Unidades de Proteção Popular (YPG) da milícia curda, que considera um grupo terrorista, embora a comunidade internacional tenha apoiado a luta contra o grupo. Estado islâmico jihadista.

Dois acordos assinados por Ancara com Washington e Moscou conseguiram interromper a ofensiva, em troca da retirada da milícia curda de uma área de 30 quilômetros na fronteira com a Turquia.

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