Publicidade

Estado de Minas

Houve 'enormes progressos' nas negociações com a China, diz Casa Branca


postado em 01/11/2019 16:43

As negociações sobre o acordo comercial parcial com a China anunciado pelo presidente Donald Trump "fizeram um tremendo progresso, mas ainda não foram concluídas", disse Larry Kudlow, conselheiro econômico do presidente dos Estados Unidos nesta sexta-feira (1).

Já o Ministério do Comércio da China anunciou que ambas as partes "chegaram a um consenso sobre os princípios" do pacto, segundo comunicado divulgado em Pequim.

Esse acordo parcial conhecido como "fase 1", com vagos esquemas do lado americano, foi anunciado com alarde por Trump em 11 de outubro na presença do principal negociador chinês, o vice-presidente Liu He.

Trump indicou diversas vezes que deseja assinar rapidamente um acordo com seu colega chinês Xi Jinping.

"Ambos os lados discutiram as próximas consultas", explicou o ministério chinês, sem mais detalhes.

Trump esperava assinar um documento final à margem da cúpula do Fórum de Cooperação Ásia-Pacífico (Apec), a ser realizada em meados de novembro no Chile.

Mas as tensões sociais no país sul-americano forçaram as autoridades a cancelar a reunião. Na quinta-feira, foi indicado que a nova sede será anunciada em breve e que "60% do contrato total" seria apresentado.

O tom positivo de Kudlow foi adotado após uma amarga troca entre Washington e Pequim no início desta semana.

A China denunciou um "ataque malicioso" pelo chefe da diplomacia dos EUA, Mike Pompeo, que acusava o Partido Comunista Chinês, no poder desde 1949, de ser abertamente hostil aos Estados Unidos e "aos nossos valores".

O acordo da "fase 1" inclui - de acordo com os poucos detalhes revelados pelo presidente dos EUA - compras de produtos agrícolas no valor de 40 a 50 bilhões de dólares por ano.

Em troca, a China conseguiu que os Estados Unidos desistissem do aumento de 25% a 30% nas tarifas de US$ 250 bilhões em importações chinesas para os Estados Unidos, que entrariam em vigor em 15 de outubro.

O acordo alcançado em 11 de outubro também inclui elementos sobre propriedade intelectual - um direito que muitas vezes é violado na China -, uma maior abertura do setor de serviços financeiros chineses e uma seção sobre taxas de câmbio.


Publicidade