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Estado de Minas

Unesco denuncia impunidade de responsáveis por mortes de jornalistas


postado em 31/10/2019 18:30

Cerca de 90% dos responsáveis pela morte de jornalistas reportadas entre 2006 e 2018 no mundo "não foram punidos", denunciou nesta quinta-feira (31) a Unesco em um comunicado.

Segundo um relatório da organização da ONU para a educação, a ciência e a cultura, 1.109 jornalistas foram assassinados nesses 12 anos.

Entre 2014 e 2018, estes crimes aumentaram 18% com relação aos cinco anos precedentes, segundo o comunicado.

O México é um dos países mais perigosos para os comunicadores, com mais de cem assassinados desde 2010.

Por regiões, o Oriente Médio é a mais perigosa, com 30% do total de mortos, seguido da América Latina e do Caribe, com 26%, e Ásia-Pacífico com 24%, destacou a Unesco.

O informe foi publicado porque no sábado se realiza o Dia Internacional do Fim da Impunidade contra crimes cometidos contra jornalistas.

"Este ano, em 2 de novembro, o Dia internacional pelo fim da impunidade estará centrado nos jornalistas locais. Mediante a campanha #KeepTruthAlive, trata-se de desmentir a ideia de que os homicídios ocorrem longe dos olhos do público e que são os correspondentes de guerra os principais afetados", explicou a diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay.

Os jornalistas de imprensa local foram 93% dos mortos nos últimos dez anos, indicou Azoulay.

Entre os atos previstos no sábado, 2 de novembro, em cerca de 20 países, serão realizados seminários em México e Uganda.

Desde julho, a Unesco administra um Fundo Mundial para a Defesa dos Meios de Comunicação, criado por iniciativa de Reino Unido e Canadá, que anunciaram que vão dedicar respectivamente 3 milhões de libras esterlinas (3,8 milhões de dólares) e 1 milhão de dólares canadenses (765.000 dólares).

O fundo tem como objetivo "reforçar a proteção jurídica dos profissionais e financiar cursos de segurança" para quem trabalha em zonas de conflito.


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