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Estado de Minas

Brasil, EUA, Argentina e Colômbia defendem segundo turno na Bolívia


postado em 24/10/2019 21:43

Brasil, Estados Unidos, Argentina e Colômbia defenderam nesta quinta-feira a realização de um segundo turno na Bolívia caso a OEA não consiga ratificar os resultados da votação que reelegeu o presidente Evo Morales.

No caso da Missão de Observação Eleitoral da OEA "não estar em condições de verificar os resultados do primeiro turno, apelamos ao governo da Bolívia a restaurar a credibilidade de seu sistema eleitoral através da convocação de um segundo turno eleitoral", destaca um comunicado conjunto.

O Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) difundiu na noite de domingo resultados preliminares com mais de 80% das atas apuradas que indicavam um segundo turno em 15 de dezembro entre Morales e Mesa. Mas 24 horas depois, apresentou dados que apontavam a vitória de Morales no primeiro turno, o que finalmente se confirmou.

Os quatro países declararam que estão "profundamente preocupados com as anomalias" nas eleições de 20 de outubro, e destacaram que o segundo turno deve ser "livre, justo e transparente".

"Argentina, Brasil, Colômbia e Estados Unidos, junto à comunidade democrática internacional, só reconhecerão resultados que reflitam realmente a vontade do povo boliviano".

O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, disse que a Bolívia deve aguardar a conclusão de uma auditoria do bloco para declarar os resultados das eleições.

União Europeia (UE) e OEA defendem um segundo turno para restabelecer a confiança no processo eleitoral.

"A União Europeia compartilha plenamente da avaliação da OEA no sentido de que as autoridades bolivianas deveriam concluir o processo de contagem em curso e que a melhor opção seria realizar um segundo turno para restabelecer a confiança e assegurar o respeito pleno à escolha democrática do povo boliviano", declarou em um comunicado a porta-voz da diplomacia europeia, Maja Kocijancic, distribuído em La Paz.

Bruxelas lembrou que o informe preliminar da missão eleitoral da OEA identificou "falhas importantes no processo".


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