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Estado de Minas

Populistas e suas promessas de prosperidade, favoritos nas eleições legislativas polonesas


postado em 13/10/2019 14:37

Os poloneses votam, neste domingo (13), nas eleições legislativas em que os populistas emergem como favoritos, graças ao seu programa social.

O partido Lei e Justiça (PiS), que governa a Polônia desde 2015, tentou mobilizar as classes mais desfavorecidas da sociedade rural, defendendo os valores familiares contra a "ideologia LGBT", além de prometer mais ajuda, corte de impostos e aumento do salário mínimo.

Considerado o político mais influente da Polônia, o líder do PiS, Jaroslaw Kaczynski, dividiu a população, ao atacar minorias sexuais e rejeitar os valores liberais ocidentais, com a aprovação tácita da poderosa Igreja Católica.

- Retorno da esquerda -

Contra os conservadores, a coalizão cívica da oposição centrista (KO) conta com os habitantes das grandes cidades, abalados pelas controversas reformas do PiS.

Uma coalizão de esquerda, que condena a campanha anti-LGBT do PiS e sua aliança com o episcopado, mas que aprova seu programa social, poderia retornar ao Parlamento após quatro anos de ausência.

"O PiS cuida dos trabalhadores. Eles aumentaram o salário mínimo e criaram o subsídio 500+ [500 zlotys, ou 116 euros, por mês]", afirmou Michal, eletricista de 34 anos, depois de votar na capital.

Zofia e Edward, um casal de Varsóvia na casa dos 50 anos, disseram que também votariam no KO.

"O PiS lembra muito o regime comunista. É só ver o que acontece com a independência dos tribunais, com a liberdade de expressão nos meios [públicos]", disse Zofia.

De acordo com duas pesquisas de opinião publicadas na sexta-feira, o PiS não tem a maioria absoluta garantida. Em uma sondagem, a sigla aparece com 40% e, na outra, com 41,7% dos votos, enquanto os três principais partidos da oposição teriam 41,4% e 45%.

- Reação populista -

O PiS se aproveitou da reação populista contra as elites liberais, uma tendência semelhante à do Ocidente na hoje. Além disso, rapidamente expulsou seus militantes suspeitos de comportamento duvidoso.

Será uma mulher, a oponente Malgorzata Kidawa-Blonska, que tentará tomar o poder do PiS, mostrando um humor mais sereno e menos combativo do que o discurso dos conservadores.

A Coalizão Cívica prometeu anular as polêmicas reformas judiciais que, segundo a Comissão Europeia, ameaçam o estado de direito na Polônia. Ainda não apresentou, porém, um programa político definido.

As seções eleitorais fecham as portas às 21h (16h de Brasília). Os primeiros resultados devem começar a surgir logo depois, com base em pesquisas de boca de urna.


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