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Estado de Minas

Trump anuncia acordo preliminar 'muito substancial' entre EUA e China


postado em 11/10/2019 19:19

Os presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (11) quase em tom de conquista um acordo comercial preliminar com a China, que cobre propriedade intelectual, serviços financeiros e moeda.

Com o acordo, a Casa Branca suspendeu o enorme aumento de tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses previsto para a próxima terça-feira, disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

"Chegamos a um acordo preliminar muito substancial", disse Trump à imprensa após se reunir com Liu He, negociador-chefe chinês.

Segundo Trump, essa primeira fase inclui a propriedade intelectual e a taxa de câmbio e disse que esperava assinar o acordo nas próximas semanas com o presidente chinês, Xi Jinping.

Poucos detalhes foram divulgados, mas as informações dão margem a ambas as partes cantarem vitória, evitarem um aumento da guerra comercial que perturba o mundo inteiro se deem mais tempo para discutir os pontos mais difíceis.

El negociador chinês disse que houve um "progresso substancial em muitos campos". "Estamos contentes", disse Liu He, afirmando que as negociações vão continuar.

No início do dia, o próprio Trump disse que havia "um sentimento mais caloroso" sobre o futuro das negociações, enquanto Mnuchin classificou as discussões de quinta como "produtivas".

O bom clima foi uma melhora após uma semana em que os dois governos pareciam ter chegado a um beco sem saída. Washington atacou Pequim por questões políticas relacionadas a direitos humanos e perseguição étnica em Xinpiang.

Embora talvez não tenha sido tão amplo, o acordo é uma espécie de bálsamo para Trump, cujo mandato é perseguido pela ameaça de um julgamento de impeachment.

Trump também enfrenta críticas entre os republicados e os democratas por permitir uma intervenção turca contra seus aliados cursos no nordeste da Síria.

Wall Street operou em alta durante todo o dia devido ao otimismo que emanava de Washington.

Desde que o conflito com a China começou no ano passado, vários momento de aparente aproximação não deram em nada e levaram a uma deterioração nas relações entre Washington e Pequim.

Enquanto isso, durante a noite, as autoridades do mercado chinês lançaram um calendário para eliminar os limites da participação estrangeira em empresas chinesas em 2020. Isso não apenas reduzirá as barreiras ao capital estrangeiro, mas também seduzirá os investidores no momento em que a economia da China cresce menos.

- Mais que tarifas -

O Departamento do Tesouro descreveu a China como um país manipulador de moedas em agosto e acusou Pequim de operar o yuan para tirar vantagens comerciais injustas.

Até agora, a China se recusou a fazer as mudanças profundas que Trump exige, porque acredita que isso poderia causar problemas no Partido Comunista no poder.

O China Daily, jornal do Partido Comunista, disse na sexta-feira em um editorial que um acordo parcial "é objetivamente mais viável e pode ser do interesse de ambas as partes".

Enquanto isso, o governo Trump continua a examinar mecanismos para manter a pressão sobre Pequim além da aplicação de tarifas.

Washington acusa a China de tentar dominar a economia mundial por meio de intervenções estatais gigantescas nos mercados, roubo de propriedade intelectual, pirataria e subsídios. Essas acusações são compartilhadas pela Europa e pelo Japão.

Larry Kudlow, consultor econômico da Casa Branca, disse nesta semana que Washington pode aumentar a vigilância sobre empresas chinesas que operam nos Estados Unidos.


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