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Estado de Minas

EUA diz que negociações com a China foram muito produtivas


postado em 11/10/2019 15:43

Os Estados Unidos e a China concluíram nesta sexta-feira (11) dois dias de negociações comerciais consideradas por Washington um avanço para encerrar a guerra comercial.

"Tivemos dois dias de discussões produtivas", disse o secretário do Tesouro americano, Steven Mnnuchin, a repórteres antes do negociador-chefe chinês, Liu He, se encontrar com o presidente Donald Trump.

"Faremos mais anúncios depois de nos encontrarmos com o presidente", acrescentou.

No início do dia, o próprio Trump disse que estava bem impressionado com as negociações.

"Coisas boas estão acontecendo na reunião comercial com a China. Há um sentimento mais caloroso do que no passado recente, mais parecido com os velhos tempos", disse Trump no Twitter logo depois que as autoridades começaram o segundo dia de negociações.

"Todo mundo gostaria que algo significativo acontecesse!", acrescentou.

O presidente, contra quem os democratas iniciaram um processo de impeachment, poderia se contentar com uma vitória parcial em sua disputa comercial com Pequim.

Trump não enfrenta apenas a investigação aberta na Câmara de Representantes, mas também críticas entre os republicados e os democratas por permitir uma intervenção turca contra seus aliados cursos no nordeste da Síria.

Neste contexto, ele pode procurar um alívio no âmbito comercial.

Desde que o conque com a China começou no ano passado, vários momento de aparente aproximação não deram em nada e levaram a uma deterioração nas relações entre Washington e Pequim.

Enquanto isso, durante a noite, as autoridades do mercado chinês lançaram um calendário para eliminar os limites da participação estrangeira em empresas chinesas em 2020. Isso não apenas reduzirá as barreiras ao capital estrangeiro, mas também seduzirá os investidores no momento em que a economia da China cresce menos.

Em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, disse que a China quer "aumentar o progresso positivo" das negociações.

A imprensa disse durante a semana que está sendo elaborado um acordo parcial que, embora não satisfaça totalmente a crítica de Trump às práticas comerciais da China, ainda permitirá que ambas as partes alcancem algo.

A China continuará aumentando as compras de produtos agrícolas dos EUA e concordará em não manipular sua moeda, enquanto Washington suspenderá o aumento das tarifas sobre produtos chineses.

Myron Brilliant, diretor da Câmara de Comércio dos EUA, disse quinta-feira que conversou com ambas as partes e indicou que é possível que esta semana seja alcançado um acordo sobre a moeda.

- Mais que tarifas -

"Acho que isso pode levar o governo dos Estados Unidos a não aplicar o aumento de tarifas previsto para 15 de outubro", afirmou.

O Departamento do Tesouro descreveu a China como um país manipulador de moedas em agosto e acusou Pequim de operar o yuan para tirar vantagens comerciais injustas.

Até agora, a China se recusou a fazer as mudanças profundas que Trump exige, porque acredita que isso poderia causar problemas no Partido Comunista no poder.

O China Daily, jornal do Partido Comunista, disse na sexta-feira em um editorial que um acordo parcial "é objetivamente mais viável e pode ser do interesse de ambas as partes".

Enquanto isso, o governo Trump continua a examinar mecanismos para manter a pressão sobre Pequim além da aplicação de tarifas.

Washington acusa a China de tentar dominar a economia mundial por meio de intervenções estatais gigantescas nos mercados, roubo de propriedade intelectual, pirataria e subsídios. Essas acusações são compartilhadas pela Europa e pelo Japão.

Larry Kudlow, consultor econômico da Casa Branca, disse nesta semana que Washington pode aumentar a vigilância sobre empresas chinesas que operam nos Estados Unidos.


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